- O ministro do STF Alexandre de Moraes deu prazo de 24 horas para a defesa de Jair Bolsonaro explicar a posse de uma pistola Glock 9 mm apreendida em fiscalização de trânsito em Taguatinga.
- A arma estava no Honda Civic dirigido por Estácio Leite da Silva Filho, que se apresentou como segurança particular do ex-presidente; ele disse transportar o equipamento para conserto.
- A arma foi encontrada pelos policiais com a numeração regularizada no sistema Sigma do Exército, e ficou registrado que o motorista trafegava sem Certificado de Registro de Arma de Fogo.
- Bolsonaro se encontra em regime de prisão domiciliar humanitária por 90 dias, decorrente de broncopneumonia, e Moraes questiona por que manter a arma em casa e por que pedir reparo pouco antes do fim do benefício.
- A decisão também requisita informações ao 19º Batalhão da PM sobre vistorias de veículos oficiais e ao armazenamento de celulares dos seguranças; a Polícia Civil trata o caso como irregular no tráfego de armamento.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, fixou o prazo de 24 horas para que Jair Bolsonaro apresente explicações sobre a posse de uma pistola Glock apreendida durante uma blitz de trânsito em Taguatinga. A defesa do ex-presidente deverá esclarecer por que o armamento ficou na residência onde ele cumpre pena.
Durante a abordagem, o motorista identificado como Estácio Leite da Silva Filho, funcionário de segurança particular do ex-presidente, declarou que transportava o equipamento para conserto mecânico. A pistola foi encontrada no assoalho do veículo Honda Civic, segundo informações da PMDF.
Os policiais checaram a numeração no sistema Sigma do Exército, que confirmou a irregularidade da arma sem Certificado de Registro de Arma de Fogo no momento da fiscalização. A PMDF encaminhou o caso à Polícia Civil do Distrito Federal.
Bolsonaro cumpre atualmente 27 anos e três meses de reclusão em regime fechado, com prisão domiciliar humanitária desde o fim de março, beneficiado por 90 dias por razões de saúde, devido a broncopneumonia. Moraes requer explicações sobre a posse da arma, do carregador extra e a necessidade de reparos próximo ao término do benefício.
O que está em jogo
O ministro questiona por que o condenado mantinha o artefato em casa e o carregador sobressalente, além de questionar a solicitação de reparo no armamento perto do fim da prisão domiciliar. O advogado Gustavo Sampaio já respondeu aos questionamentos sobre as regras do cumprimento da pena.
A fiscalização também foi alvo de diligências do 19º Batalhão da PM, com pedido de informações sobre a atuação dos agentes em vistorias de veículos oficiais que saem do perímetro residencial. Dados sobre o armazenamento de telefones celulares dos seguranças externos ao imóvel também foram requisitados.
A Polícia Civil classificou o episódio como irregularidade no tráfego de armamento. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) divulgou nota esclarecendo que não gerencia a segurança física de ex-presidentes. A defesa de Bolsonaro trabalha na elaboração das respostas oficiais solicitadas pelo STF.
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