- O senador Paulo Paim defende o fim da escala 6×1, afirmando que, segundo experiências internacionais, a medida pode gerar mais contratações com carteira assinada e aumentar a arrecadação da Previdência.
- Estimativas do Dieese, da Unicamp e do Diap indicam até 4,5 milhões de novos empregos e produtividade aproximadamente 4%.
- Para Paim, cada emprego com carteira assinada representa um novo contribuinte para o INSS e fortalece o equilíbrio financeiro da Previdência.
- Dados do Ministério da Previdência Social mostram que, em 2025, mais de 546 mil pessoas foram afastadas por transtornos mentais e comportamentais, com alta de quase 16% em um ano.
- A Previdência concedeu mais de 3 milhões de benefícios por incapacidade temporária relacionados a doenças e acidentes de trabalho, segundo o governo.
O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu o fim da escala 6×1 durante pronunciamento no Plenário do Senado nesta terça-feira (16). Ele afirmou que a medida, apoiada por experiências internacionais, estimularia contratações com carteira assinada e, por consequência, aumentaria a arrecadação da Previdência.
Paim citou estimativas de organismos e universidades para embasar a defesa. Segundo o Dieese, a Unicamp e o Diap, a mudança poderia gerar até 4,5 milhões de novos empregos e elevar a produtividade em cerca de 4%. O senador afirmou que cada emprego com carteira representa mais contribuição ao INSS e, portanto, maior equilíbrio financeiro do sistema previdenciário.
Ele também vinculou o debate à saúde dos trabalhadores, apontando dados do Ministério da Previdência Social. Em 2025, mais de 546 mil pessoas teriam afastado suas atividades por transtornos mentais, como ansiedade, depressão e burnout, com alta de quase 16% em um ano. A Previdência concedeu mais de 3 milhões de benefícios por incapacidade relacionados a doenças e acidentes.
Desdobramentos sobre saúde no trabalho
Garantir mais tempo para descanso, convivência familiar, lazer e qualificação foi apresentado como investimento na saúde do trabalhador. A defesa é de que trabalhadores mais saudáveis produzem mais e demandam menos da Previdência, conforme apontado pelo senador durante o pronunciamento.
Lurya Rocha, com supervisão de Dante Accioly, Agência Senado. Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado.
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