- A Polícia Federal divulgou trechos do relatório do caso Master, com mensagens sobre suposto flagrante envolvendo drogas contra Ronald Fred Seikaly, ex-jogador da NBA e DJ, marido da ex-namorada Martha Graeff.
- Vorcaro teria prometido investir R$ 10 milhões para prender e constranger o músico, por meio da milícia privada A Turma.
- O grupo avaliou acionar “o amigo da Interpol” e discutir contratar o DJ para tocar no Brasil, com possibilidade de pressão da milícia e da polícia.
- A PF aponta que houve a tentativa de intimidar por meio de um ofício dirigido à Interpol, para ludibriar o órgão internacional.
- A defesa de Vorcaro não se manifestou; o relatório foi tornado público pelo ministro relator do STF, André Mendonça, em 16 de março.
O Ministério Público Federal divulgou trechos de um relatório da Polícia Federal sobre o caso Master, em que Daniel Vorcaro é apontado como articulador de um suposto plano para prender e constranger o ex-jogador de NBA e DJ Ronald Seikaly, marido da então namorada de Vorcaro. A iniciativa envolveu a milícia privada A Turma e durou meses.
Segundo o documento, Vorcaro teria mobilizado a milícia para perseguir o músico, residente em Miami, com a promessa de investir cerca de 10 milhões de reais. A intenção era criar um flagrante relacionado a drogas, segundo a PF.
A PF afirma que, além da perseguição, houve a tentativa de acionar um “amigo da Interpol” para dar suporte ao esquema. O grupo também discutiu contratar Seikaly para tocar em uma festa no Brasil, com cenário de pressão em cidades como Rio de Janeiro ou Belo Horizonte.
Apesar do plano inicial, os investigadores apontam que a estratégia migrou para uma intimidação por meio de um ofício enviado à Interpol, com a justificativa de criar pressão internacional. Vorcaro teria considerado esse método mais eficaz para intimidar.
A defesa de Vorcaro foi procurada pela reportagem, mas não respondeu até o momento. Outros documentos apontam retratos de ações anteriores ligadas ao círculo de Vorcaro, como remoção de conteúdos sobre sua relação com Martha Graeff.
Dias antes, surgiram relatos de conversas que indicam tentativas de influenciar informações públicas sobre Martha e Seikaly. Em 2024, Vorcaro afirmou ter contratado equipes para monitorar o ex-namorado da parlamentar, segundo relatos da CPI relacionada ao INSS.
Contexto e desdobramentos
As investigações apontam que as comunicações entre Vorcaro e integrantes da suposta milícia detalham a operação e as pressões pretendidas. A PF não concluiu se houve efetivamente a execução de algum ato, mas descreve o planejamento e o custo estimado.
A apuração ainda busca esclarecer a participação de outras pessoas no esquema, bem como a veracidade de mensagens atribuídas aos investigados. O caso segue ganhando contornos políticos, com repercussões sobre a atuação de terceiros conectados a Vorcaro.
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