- Auditoria da Polícia Federal identificou acesso indevido ao sistema interno partindo da Delegacia da PF em Juiz de Fora.
- Acesso permitiu pesquisas sobre Daniel Vorcaro, sem exibir conteúdo de inquéritos sob sigilo.
- O grupo conhecido como “A Turma” teriam utilizado policiais da ativa e ex-policiais para levantamentos de informações.
- Marilson Roseno da Silva é apontado como líder do núcleo, segundo a representação, com uso de policiais para atender aos interesses do grupo.
- A PF ressaltou que conversasm analisadas mencionam até organismos internacionais como FBI e Interpol; auditoria continua em andamento.
Uma auditoria da Polícia Federal identificou acesso indevido ao sistema interno da PF que partiu da Delegacia da PF em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. A constatação consta em representação enviada ao STF no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostos laços entre um grupo e Daniel Vorcaro e seu pai Henrique Moura Vorcaro.
De acordo com a PF, integrantes do grupo conhecido como “A Turma” realizaram consultas irregulares na plataforma ePol, de uso restrito a policiais federais. As pesquisas teriam permitido obter informações sobre procedimentos envolvendo Daniel Vorcaro, ainda que não tenham permitido visualizar conteúdos de inquéritos protegidos por sigilo.
A auditoria interna, solicitada diante da gravidade do acesso, confirma que o acesso indevido teve origem na Delegacia de Juiz de Fora. O relatório cita um policial federal específico como atuante em consultas solicitadas pelo líder do núcleo, apontado pela PF como Marilson Roseno da Silva, já aposentado.
A investigação sustenta que Marilson recorria a policiais em atividade para levantar informações de interesse do grupo. O documento descreve uma estrutura formada por ex-policiais, policiais ativos e outros integrantes, voltada a levantamentos, monitoramentos e obtenção de dados sigilosos.
Conforme o material, o nível de acesso alcançado chamou a atenção da equipe responsável pela apuração. Trechos de conversas analisadas mencionam até referências a organismos internacionais como FBI e Interpol, segundo a representação da PF.
A PF não informa se há servidores de Juiz de Fora formalmente investigados ou afastados em função dos acessos apontados pela auditoria. A investigação segue em andamento para esclarecer responsabilidades e eventual extensão do caso.
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