- Edinho Silva disse que os dois candidatos do PT ao Senado na Paraíba são João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB), descartando o prefeito de Patos, Nabor Wanderley.
- O PT lembrou que Lula gravou vídeo ao lado de Veneziano e afirmou que ele sempre teve dois nomes para a Paraíba, mantendo respeito às relações com Azevêdo e Veneziano.
- Edinho afirmou que a relação de Lula com Nabor deve permanecer cordial, e que Motta tem ajudado o PT com bandeiras como o fim da escala 6×1.
- O presidente do PT disse que é natural o protagonismo do Senado em certas pautas e mencionou que as posições de Davi Alcolumbre podem divergir do governo, sem considerar isso um problema.
- Em Minas Gerais, o palanque de Lula segue indefinido: Kalil busca o governo, Marília Campos permanece como candidata ao Senado e Reginaldo Lopes surge como opção caso necessário.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que os dois candidatos ao Senado do presidente Lula na Paraíba são o ex-governador João Azevêdo (PSB) e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB). O prefeito de Patos, Nabor Wanderley, pai de Hugo Motta (Republicanos), ficou fora da lista. A declaração ocorreu em Brasília, durante almoço com frentes parlamentares.
Edinho destacou que Lula já havia citado dois nomes para a Paraíba e ressaltou que isso não implica desrespeito a Nabor nem quebra de cordialidade com ele. Segundo o dirigente, o presidente ajusta o apoio conforme o cenário regional, mantendo relações com diferentes atores do estado.
A fala ocorre em meio a uma gravação de Lula ao lado de Veneziano durante campanha, o que gerou questionamentos. Edinho explicou que o apoio a João Campos em Pernambuco foi natural, lembrando que Lula também já anunciou apoio a João Campos no governo de Pernambuco.
Contexto na Paraíba e reações políticas
Para Edinho, a escolha de Azevêdo e Veneziano reflete histórico vínculo do Lula com ambos no estado, sem prejudicar relações futuras com Nabor. O dirigente afirmou que a parceria com Hugo Motta continua estável e voltada a propostas de governo, mesmo com eventuais divergências entre lideranças do Congresso.
Segundo o presidente do PT, a relação entre Lula e Davi Alcolumbre, presidente do Senado, pode ter tensões passageiras, mas não compromete o alinhamento estratégico do partido. Ele disse que a democracia permite divergências sem causar rupturas.
Cenários em Minas e outros palanques
Edinho reiterou que a candidatura da ex-prefeita Marília Campos ao Senado está mantida. Em Minas Gerais, o PT não tem definição para o palanque no governo, com o PDT sinalizando apoio a Alexandre Kalil, que já manifestou pretensão de governar o estado. O PT afirma que, nesse cenário, pode haver impedimentos para coalizões com PSB, PCdoB, Rede e PSOL.
O dirigente destacou ainda que, se Kalil avançar como candidato ao governo, o PT precisará ajustar alianças locais. Ele afirmou que a tensão com Kalil é antiga e que há expectativa de diálogos no segundo turno, desde que haja possibilidades de composição.
Relevância regional e próximos passos
Edinho confirmou que a direção do PT trabalha para consolidar alianças em diferentes estados, priorizando a viabilidade eleitoral e a governabilidade. O foco permanece em manter canais de diálogo com lideranças históricas e facilitar consensos que favoreçam a atuação do partido no Congresso.
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