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Publicada a regulamentação do Estatuto da Segurança Privada

Decreto regula o Estatuto da Segurança Privada, consolida normas técnicas e abre espaço para portarias da Polícia Federal, impactando cerca de 33 mil empresas e R$ 16 bilhões

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  • Governo publicou no Diário Oficial da União o decreto que regulamenta a Lei nº 14.967/2024, o Estatuto da Segurança Privada, estabelecendo normas gerais do novo marco regulatório.
  • A assinatura ocorreu em nove de junho pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a presença da presidente da ABESE, Selma Migliori.
  • O setor de segurança eletrônica passa a ser reconhecido como pilar estruturante; o mercado movimentou mais de R$ 16 bilhões em 2025 e reúne cerca de 33 mil empresas.
  • A regulamentação consolida parâmetros técnicos, operacionais e institucionais e abre a fase infralegal, que será detalhada por portarias e instruções normativas da Polícia Federal; o artigo 48 prevê responsabilização e multas para todos os envolvidos irregularmente.
  • ABESE participou ativamente do processo, integrando a CCASP, e criou grupo de trabalho regulatório para acompanhar a implementação prática da norma.

O Governo Federal publicou no Diário Oficial da União, em 10 de junho, o decreto que regulamenta a Lei nº 14.967/2024, o Estatuto da Segurança Privada. A assinatura ocorreu em 9 de junho, no Palácio do Planalto, com a presença da presidente da ABESE, Selma Migliori.

O decreto consolida normas gerais para o novo marco regulatório do setor, especialmente na segurança eletrônica. O objetivo é estruturar o mercado, que movimenta mais de R$ 16 bilhões por ano e envolve cerca de 33 mil empresas.

A regulamentação define parâmetros técnicos, operacionais e institucionais e abre a etapa infralegal com portarias da Polícia Federal. O documento marca o fim de um ciclo legislativo longo e orienta a aplicação prática da norma.

Papel da ABESE

A ABESE participou ativamente do processo regulatório e integra a CCASP, órgão da PF que acompanha a implementação. A entidade pressionou por regras mais claras para o setor de segurança eletrônica.

Selma Migliori afirma que a norma representa um divisor de águas, oferecendo segurança jurídica e padrões técnicos compatíveis com a evolução do setor. ABESE aponta ganhos para empresas e contratantes.

Impactos no mercado

Centrais de monitoramento 24h, portaria remota e rastreamento passam a exigir autorização de funcionamento, capital social mínimo e requisitos técnicos alinhados ao porte das operações. A PF amplia a fiscalização.

O marco regulatório tende a reduzir informalidade e estimular consolidação, fortalecendo concorrência leal e segurança para contratantes, seguradoras e condomínios.

Próximos passos

Após a publicação, serão editadas portarias e instruções normativas da PF detalhando procedimentos técnicos. ABESE já criou um Grupo de Trabalho Regulatório para acompanhar a implementação.

A entidade afirma que a implementação deve ocorrer com equilíbrio, segurança jurídica e realismo operacional, mantendo o setor alinhado às exigências do mercado.

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