- STF Segunda Turma manteve as prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
- A decisão foi majority formada por André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques; Mendonça havia pedido prisões, abriu divergência para medidas cautelares, mas foi vencido.
- Gilmar Mendes pediu substituição das prisões por medidas cautelares, ficando isolado; Dias Toffoli não participou e declarou suspeita para casos ligados ao Master.
- Relatórios indicam movimentação de R$ 18,4 bilhões entre 2019 e 2026; Felipe seria central em fluxos financeiros ligados a Daniel e há suspeitas de ocultação de origem de recursos.
- Henriques Vorcaro é apontado como operador financeiro da estrutura chamada “A Turma”; já havia sido bloqueada uma conta de R$ 2,2 bilhões em fase anterior da investigação.
A Segunda Turma do STF manteve as prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A decisão foi tomada nesta terça-feira (16) pela maioria dos ministros.
O relator André Mendonça havia decretado as detenções durante a sexta fase da Operação Compliance Zero. O julgamento, iniciado no plenário virtual em maio, foi retomado após vista do ministro Gilmar Mendes.
Gilmar Mendes apresentou divergência defendendo a substituição das prisões por medidas cautelares. A posição não prosperou; Nunes Marques acompanhou o relator, consolidando a maioria pela manutenção das prisões.
Ao decretar as prisões, Mendonça citou relatórios de inteligência financeira indicando movimentações de R$ 18,4 bilhões entre 2019 e 2026, com Felipe envolvendo fluxos ligados ao primo Daniel. Também houve menção a tentativas de ocultar a origem de recursos.
A decisão aponta ainda supostas irregularidades envolvendo o senador Ciro Nogueira. Segundo Mendonça, Felipe teria participado da venda de uma empresa à família do parlamentar com deságio de R$ 12 milhões.
Henrique Vorcaro é apontado pela PF como um dos principais operadores financeiros e beneficiários da estrutura conhecida como “A Turma”, que, segundo os investigadores, monitorava e pressionava desafetos do grupo.
Documentos entregues ao STF indicam que Henrique continuou financiando integrantes do grupo após o início das investigações. O material registra também o acompanhamento de negociações ligadas ao chamado “Sicário”, figura ligada ao grupo.
O caso já apareceu em fases anteriores da investigação, com bloqueio de R$ 2,2 bilhões em conta ligada a Henrique mantida na antiga gestora Reag. Dias Toffoli ficou ausente da deliberação e declarou-se suspeito para o caso Master.
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