- STF decidiu manter a prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, após fracasso da proposta de delação premiada no caso do Banco Master.
- Henrique Vorcaro foi preso no mês passado como parte da investigação sobre o banco, que foi liquidado no fim do ano anterior.
- A segunda turma do STF votou pela manutenção da prisão, com André Mendonça, Luiz Fux e Kássio Nunes Marques favoráveis; Gilmar Mendes votou pela soltura.
- O relator Mendonça afirmou que a prisão é necessária para evitar destruição de provas; Mendes criticou a ideia de prender investigados para influenciar delações.
- Investigadores dizem que Daniel Vorcaro usou laços com autoridades para promover o Banco Master, e que Henrique liderou ações ligadas a dados confidenciais, intimidação e ataques cibernéticos.
O Supremo Tribunal Federal decidiu manter Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso após a falha da última proposta de delação premiada. A decisão ocorreu na sessão da manhã de terça-feira, 16, no âmbito da investigação sobre o Banco Master. A prisão continua conforme a ordem anterior, em meio às apurações de gestão fraudulenta e pagamento de propinas.
A investigação aponta que Henrique Vorcaro liderou duas frentes do esquema do Banco Master, envolvendo ameaças, acesso a dados governamentais confidenciais e ataques cibernéticos. O banco foi liquidado no fim do ano passado após denúncias de irregularidades graves na gestão e na captação de recursos.
Daniel Vorcaro permanece sob custódia desde a segunda prisão ocorrida em março. A Procuradoria rejeitou o acordo de delação premiada apresentado pela defesa, alegando ausência de novas provas e de compromissos significativos de restituição de recursos.
A decisão do STF na segunda turma manteve Henrique Vorcaro sob prisão, com voto divergente de Gilmar Mendes, que apresentou posição contrária. O ministro André Mendonça afirmou que a detenção seria necessária para evitar destruição de provas, enquanto Luiz Fux também votou pela manutenção.
A defesa sustenta que a prisão é extrema, desnecessária e desproporcional, destacando que o cliente sempre se colocou à disposição das autoridades e não representa risco à apuração. O advogado ressaltou que a advocacia buscará medidas legais cabíveis para assegurar o devido processo.
Ressalta-se que o caso envolve a relação entre o Banco Master, avaliado em US$ 17 bilhões, e pressões sobre autoridades para favorecer a instituição. O ressarcimento aos depositantes exigiu recursos do fundo garantidor, estimados em quase R$ 52 bilhões.
Investigadores afirmam que Daniel Vorcaro utilizou vínculos com altos funcionários do governo para fomentar o banco, que teve sua liquidação decretada em novembro. O cenário político do Brasil foi atingido pela série de acusações envolvendo o grupo e sua atuação no setor financeiro.
Investigadores continuam examinando evidências sobre as operações do Banco Master, com foco na condução dos processos administrativos, bem como na responsabilização de envolvidos. O andamento do caso segue sob a tutela do STF e das instâncias federais competentes.
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