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92% aprovam revogação da taxa das blusinhas proposta por Lula

Proteste aponta 92% aprovam a revogação da taxa de 20% sobre compras até US$ 50; MP perde validade em setembro e precisa tramitar pela comissão mista

Taxa foi instituída por lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em junho de 2024, que depois a revogou
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  • Proteste aponta que 92% dos brasileiros apoiam a revogação da chamada “taxa das blusinhas”; 8% discordam.
  • MP assinada por o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 12 de maio de 2026 revoga o trecho da lei que criou o imposto de 20% para compras internacionais de até US$ 50; a medida provisória perde validade em setembro.
  • A MP precisa passar por uma comissão mista do Congresso antes de seguir para os plenários da Câmara e do Senado, e o colegiado ainda não foi instalado.
  • Dados da Receita Federal mostram que, em 2025, a arrecadação com o imposto foi de R$ 5 bilhões; em 2024, foram R$ 2,88 bilhões, com queda no número de remessas recebidas (de 189,1 milhões para 165,7 milhões).
  • A cobrança atingia plataformas como Shein, Shopee e AliExpress, e a taxa foi instituída em junho de 2024.

O governo federal revogou a chamada “taxa das blusinhas” criada em 2024, com cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida foi instituída por lei sancionada pela Presidência e, posteriormente, derrubada por meio de uma medida provisória.

Pesquisa da Associação Proteste, divulgada nesta quarta-feira, aponta que 92% dos brasileiros aprovam a revogação. Outros 8% discordam da decisão. O estudo ouviu 1.300 consumidores, de 18 a 65 anos, de 12 capitais.

AMP perde validade em setembro, exigindo tramitação no Congresso. Em 2025, o governo arrecadou R$ 5 bilhões com o imposto, frente a R$ 2,88 bilhões em 2024. O número de remessas internacionais caiu de 189,1 milhões para 165,7 milhões no mesmo período.

Detalhes da pesquisa

A sondagem foi realizada presencialmente entre 12 e 21 de maio de 2026, com renda familiar mensal acima de R$ 1.6 mil. Foi //ouvida// a diversidade de perfis, incluindo consumidores de diferentes faixas etárias e classes.

Contexto fiscal e tramitação

A ANP precisa passar por comissão mista do Congresso, composta por deputados e senadores, antes de ir aos plenários. O colegiado não foi instalado até o momento, segundo informações oficiais. A expectativa é pela definição do avanço ou não da medida.

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