- Cerca de dois terços da população dos EUA afirmam estar preocupados com as mudanças climáticas e apoiam ações para enfrentá-las, segundo pesquisas da Universidade Yale.
- A preocupação permanece estável mesmo com a ofensiva de Donald Trump contra políticas ambientais e com redução da cobertura da mídia sobre o tema.
- Apenas sete por cento dos eleitores apoiariam candidatos favoráveis à redução do uso de energias renováveis, enquanto catorze por cento prefeririam candidatos que defendam ampliar a produção de combustíveis fósseis.
- Estudo estima que lares nos EUA gastam entre US$ 400 e US$ 900 a mais por ano por causa dos impactos da crise climática, com alguns condados acima de US$ 1.300.
- Economista associa aumento de custos a seguros residenciais e gastos com saúde; muitas pessoas têm dificuldade em ligar problemas do dia a dia às mudanças climáticas, o que pode dificultar ações políticas.
A maioria dos americanos continua preocupada com a crise climática e apoia ações para enfrentá-la, mesmo com a agenda pró-fóssil de Donald Trump e redução na cobertura do tema pela mídia. Pesquisas da Universidade Yale mostram estabilidade nesse sentimento.
Segundo os dados, cerca de dois terços da população já relacionam parte do aumento do custo de vida aos impactos climáticos. A pesquisa aponta que a preocupação persiste mesmo quando inflação e conflitos dominam o debate público.
A eleição de 2024 não foi vista como referendo climático, segundo os especialistas. Mesmo com atenção pública menor, a percepção de que a crise é real e exige medidas permanece.
A aplicação prática da preocupação
Mesmo com menos cobertura, moradores dos EUA relatam efeitos diretos da crise. Estudos indicam maior gasto com seguros residenciais e saúde, fenômeno atribuído aos impactos climáticos.
Paralelamente, há percepção de que ações climáticas ganham resistências entre eleitores, especialmente quando se discute ampliar energia fóssil. Dados mostram apoio muito baixo a candidatos favoráveis à redução de renováveis.
Trump tem defendido maior produção de petróleo, gás e carvão e mostrado resistência a projetos de energias renováveis. Em anos recentes, ele classificou energias limpas como fraude e tentou barrar parques eólicos e solares.
Custos para o bolso dos cidadãos
Estudos apontam que lares nacionais gastam entre US$ 400 e US$ 900 a mais por ano devido aos impactos climáticos. Em condados de estados como Califórnia, Louisiana e Flórida, o valor pode superar US$ 1.300 anuais.
Economistas destacam que os aumentos ocorrem em seguros e serviços de saúde, especialmente em regiões mais vulneráveis a eventos extremos. Ainda assim, muitos não conseguem relacionar problemas diários à crise climática.
Cobertura midiática versus percepção pública
A matéria também ressalta menor cobertura jornalística sobre mudanças climáticas nos EUA nos últimos anos. Veículos importantes reduziram posições de jornalistas especializados no tema.
Especialistas afirmam que a redução de espaço no noticiário pode favorecer uma espiral de silêncio, com a população mantendo preocupação sem discutir o tema ativamente. A base de eleitores, porém, não parece favorecer a agenda verde de forma ampla.
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