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Chineses querem todos os projetos de ferrovias do governo, diz ministro

Chineses querem participação em todos os ativos da carteira de ferrovias, com leilões estimados para o segundo semestre e interesse de investidores estrangeiros

O ministro dos Transportes, George Santoro, falou em entrevista ao Poder360 sobre o interesse dos chineses nas ferrovias brasileiras
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  • O ministro dos Transportes afirmou que empresas chinesas estão interessadas em todos os ativos da carteira de ferrovias e devem participar dos leilões previstos para o segundo semestre.
  • Em média, dois grupos chineses olham cada projeto, e autoridades brasileiras foram à China apresentar a carteira para mais de 10 companhias e instituições de infraestrutura.
  • O planejamento com atraso prevê pelo menos cinco leilões no segundo semestre, com quatro projetos já no Tribunal de Contas da União para avaliação (Corredor Minas-Rio, Anel Ferroviário Sudeste, Ferrovia Malha Oeste e Ferrogrão); o quinto, expansão do Corredor Leste-Oeste, está em audiência pública.
  • Além da China, México, Itália, Espanha e Portugal também estão em contato com o governo para possível participação nos leilões. A aproximação com a União Europeia, por meio do acordo Mercosul, é citada como fator de aumento da competitividade e participação europeia.
  • A ideia é que o licenciamento ambiental prévio seja conduzido pela Infra S.A. para reduzir riscos aos investidores, com o objetivo de avançar para a licitação já com aprovação ambiental em estágio avançado.

O ministro dos Transportes, George Santoro, disse ao Poder360 que chineses demonstram interesse em todos os ativos da carteira de ferrovias do governo e devem participar dos leilões previstos para o 2º semestre. A afirmação aponta para o potencial de concorrência entre vias férreas.

Segundo Santoro, observadores chineses já aprovam os projetos a serem leiloados nos próximos meses. Ele indicou que, em média, dois grupos chineses analisam cada ativo, e que há diálogos com representantes de governo e grandes empresas do país.

Integrantes dos ministérios dos Transportes, da ANTT, da Infra S.A e do BNDES viajaram à China na última semana para apresentar a carteira a mais de 10 entidades de infraestrutura, com o objetivo de atrair investidores.

Na entrevista, o ministro destacou que houve discussões detalhadas com cada empresa sobre os projetos, com maior nível de perguntas e conhecimento técnico. Em roadshows, o interesse passou a ser mais ativo que em visitas anteriores.

Interesses estrangeiros eRoadshows

O governo busca retomar o planejamento de ferrovias após atrasos na agenda de 2026. A meta inicial era leiloar 8 ferrovias neste ano, mas nenhum edital foi publicado até aqui e parte pode ficar para 2027. A expectativa é realizar, no 2º semestre, pelo menos 5 leilões.

Projetos já no TCU para análise de viabilidade estão: Corredor Minas-Rio, Anel Ferroviário Sudeste, Ferrovia Malha Oeste e Ferrogrão. O quinto empreendimento, a expansão do Corredor Leste-Oeste, está em audiência pública e pode avançar ainda neste ano.

Santoro afirmou que, com o acordo entre Mercosul e União Europeia, há maior atração de empresas europeias — o que aumenta a participação de investidores no Brasil. A cooperação facilita programas de retirada de tarifas e torna o ambiente mais competitivo.

Planejamento e licenciamento

Para tornar os projetos mais atrativos, o governo avalia a condução do licenciamento ambiental prévio por equipe especializada da Infra S.A. A medida busca reduzir riscos e custos para investidores durante leilões.

O ministro ressaltou que o licenciamento em fases finais é essencial para que contratos sejam assinados com menor risco ambiental. Segundo ele, os traçados foram pensados para mitigar conflitos com comunidades originárias e quilombolas, com uso de dados de satélite para planejamento.

Participação de outros países

Além da China, empresas do México, Itália, Espanha e Portugal acompanham a carteira de ferrovias e avaliam competir nas concessões. Santoro reiterou que o interesse internacional está crescendo, especialmente após a intensificação do diálogo com diferentes governos e mercados.

As informações foram obtidas em entrevista concedida ao Poder360 e referem-se aos preparativos para os leilões de ferrovias no Brasil. As autoridades não divulgaram detalhes de contratos ou datas finais.

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