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Defesa confirma arma apreendida é de Bolsonaro e explica retirada da peça

Defesa afirma arma apreendida pertence a Bolsonaro; retirada da peça visou evitar mau funcionamento e providenciar manutenção, por estado de saúde

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, observa de sua residência enquanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (não mostrado), sai após uma visita em Brasília, Brasil, 29 de setembro de 2025. REUTERS/Diego Herculano
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  • A defesa de Jair Bolsonaro informou ao STF que a pistola apreendida pela PM do Distrito Federal pertence ao ex-presidente.
  • Os advogados dizem que a arma estava sem uma peça essencial para disparo, retirada preventivamente pela equipe de segurança sem conhecimento de Bolsonaro.
  • A justificativa é que a retirada ocorreu por motivos de saúde do ex-presidente, com uso de medicamentos psiquiátricos que podem afetar a cognição.
  • A defesa afirma que a finalidade foi apenas verificar o mau funcionamento e providenciar a manutenção necessária.
  • Argumentam que não há determinação judicial específica obrigando Bolsonaro a entregar armas ou cancelar registros, portanto a posse não caracterizaria descumprimento das medidas impostas.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal que a pistola apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal em blitz ocorrida nesta semana pertence a Bolsonaro. O pedido foi dirigido ao ministro Alexandre de Moraes, que solicitou esclarecimentos.

Segundo o documento, a arma estava sem uma peça essencial para o disparo, removida preventivamente pela equipe de segurança de Bolsonaro sem o conhecimento do ex-chefe do Executivo. A retirada visou evitar falhas decorrentes do estado de saúde do político.

Os advogados afirmam que Bolsonaro utiliza medicações psiquiátricas que podem afetar a cognição, e que auxiliares da comitiva reduziram riscos de acidente com a arma. A defesa sustenta que a entrega teve apenas o objetivo de apurar a causa do mau funcionamento.

Além disso, a defesa sustenta que não há determinação judicial específica que obrigue Bolsonaro a entregar armamentos ou cancelar registros devido à condenação por tentativa de golpe de Estado. Assim, afirmam que a posse da pistola não viola eventuais medidas impostas.

Contexto

Os advogados destacam que a única finalidade da ação foi diagnosticar o defeito e providenciar a manutenção necessária do equipamento, sem indícios de finalidade ilícita ou desrespeito às normas vigentes.

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