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Diretor de Dark Horse diz que filme pode influenciar eleição de Flávio Bolsonaro

Cineasta de Dark Horse aponta possível impacto do filme na eleição de Flávio Bolsonaro; comentário ocorreu em Las Vegas durante evento da direita.

O diretor Cyrus Nowrasteh, da cinebiografia de Jair Bolsonaro, "Dark Horse" — Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
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  • O cineasta Cyrus Nowrasteh afirmou que Dark Horse pode ajudar a eleger Flávio Bolsonaro, feito ao lado de Eduardo Bolsonaro em Las Vegas, onde o filme foi exibido pela primeira vez.
  • O comentário ocorreu durante o Fraud Fighter Summit, evento da direita americana, com participação de Eduardo e de membros da equipe do filme.
  • O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, considerou extinto o processo que questionava o uso de Dark Horse como propaganda eleitoral antecipada e pediu para que o filme não fosse exibido antes das eleições.
  • Eduardo afirmou que a ação movida pelo Partido dos Trabalhadores seria uma censura contra o filme.
  • No painel, foi destacado que distribuidoras de Hollywood demonstram resistência em lançar o filme nos cinemas, dificultando a distribuição.

O diretor de Dark Horse, Cyrus Nowrasteh, disse acreditar que o filme pode ajudar a eleger Flávio Bolsonaro presidente do Brasil. A declaração ocorreu ao lado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, durante um encontro da direita americana em Las Vegas, onde o filme teve première.

O evento ocorreu na segunda-feira, 15 de agosto, e faz parte do Fraud Fighter Summit. A apresentação coincidiu com a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, de considerar extinta a ação que questionava o uso do filme como propaganda eleitoral antecipada em benefício de Flávio. A Justiça pediu ainda para que o filme não fosse exibido antes das eleições.

No painel, Eduardo mencionou a ação movida pelo PT, classificando-a como uma tentativa de censura. A sessão contou com a mediação de Juan O’Savin e a participação de Dennis Rice, responsável pelas relações públicas de Nowrasteh, Mark Nowrasteh, filho do cineasta, e Tina Peters, ex-funcionária eleitoral do Colorado.

Rejeição em Hollywood

Dennis Rice afirmou que o filme enfrenta resistência para chegar aos cinemas. Segundo ele, distribuidoras norte-americanas mostraram reticência em assumir a divulgação de Dark Horse, repetindo dificuldades vistas em filmes anteriores até encontrar uma distribuidora disposta a lançá-lo.

No debate, Rice ressaltou que, quando encontrar uma distribuidora disposta a representar Dark Horse, será necessária a mobilização do público para promover o filme e definir a data de estreia.

Silêncio sobre investigações

Durante o painel, não houve menção às investigações que envolvem Dark Horse. A PF investiga financiamento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, após revelações do Intercept Brasil de supostos pedidos de recursos por Flávio Bolsonaro para o filme.

Há ainda uma investigação da Polícia Civil de São Paulo envolvendo a produtora do filme e um contrato com a prefeitura da capital para instalação de pontos de WiFi, com suspeitas de uso de recursos públicos. A produtora e a prefeitura negam irregularidades.

A defesa da produtora informou à Justiça que o custo total de Dark Horse foi de cerca de R$ 75 milhões, com R$ 55 milhões gastos no exterior e R$ 20,9 milhões no Brasil. Segundo laudo apresentado, os recursos teriam origem privada.

No fim de maio, a PF encaminhou parecer favorável à abertura de investigação contra Flávio Bolsonaro, relacionado ao episódio de financiamento. Em 10 de junho, o PT pediu ao STF que apure o financiamento do filme e avalie possível abuso de poder econômico em benefício de Flávio.

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