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Esquerda celebra pesquisas e direita aposta na relação com EUA

Relatório aponta domínio da esquerda em redes após novas pesquisas, enquanto direita enfatiza relação com EUA e política externa

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) (Tania Rego/Agência Brasil/ANdressa Anholete/Agência Senado/Divulgação)
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  • O Instituto Democracia em Xeque monitorou mais de setenta e quatro mil publicações entre 9 e 15 de junho nas redes sociais, destacando o desempenho da esquerda após a divulgação de pesquisas.
  • A esquerda liderou em volume de posts no dia 10, com quarenta e quatro por cento das publicações contra quarenta e um por cento da direita, impulsionada pela melhoria das posições de Lula.
  • Perfis alinhados ao governo associaram o desgaste de Flávio Bolsonaro ao caso Master e a um possível novo tarifaço dos Estados Unidos, reforçando a narrativa de liderança de Lula.
  • Na direita, o foco foi a política externa, colocando em evidência a relação de Flávio com autoridades americanas e minimizando a influência de Lula na administração de Donald Trump.
  • A segurança pública também foi tema recorrente, com opositores ligando o governo petista ao crime organizado; a esquerda, por sua vez, priorizou economia, programas sociais e gestão pública.

O Instituto Democracia em Xeque analisou mais de 74.000 publicações nas redes sociais entre 9 e 15 de junho para entender o pulso das disputas eleitorais. O estudo acompanhou plataformas como Facebook, Instagram, X, YouTube e TikTok. O foco: como pesquisas favoráveis a Lula e a relação com os EUA ecoam na esquerda e na direita.

Segundo o relatório, a esquerda ganhou fôlego após a divulgação da pesquisa Genial/Quaest no dia 10. O campo progressista respondeu com maior volume de postagens, chegando a 44% do total, ante 41% da direita. O crescimento foi associado à percepção de vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro.

Perfis alinhados ao governo passaram a associar o avanço da esquerda ao caso Master e a um suposto novo tarifaço dos Estados Unidos, ampliando o tom crítico à oposição. Também houve exploração de narrativas sobre a liderança de Lula consolidada e dificuldades da pré-candidatura de Flávio.

Contexto

Na linha conservadora, o principal tema foi a política externa. Conteúdos compararam a relação de Flávio Bolsonaro com autoridades americanas a uma suposta fraqueza de Lula com a administração de Donald Trump. A renovação de debates envolvendo o G7 e ações atribuídas a Flávio ganharam visibilidade.

A segurança pública manteve-se entre os temas explorados pela oposição, com dados que ligariam o governo petista a organizações criminosas sob certa leitura de mudanças classificatórias, segundo o relatório. A estratégia já vinha sendo empregada em semanas anteriores.

Análise final

Apesar do crescimento momentâneo da esquerda, a pesquisa aponta que a direita permaneceu dominante na maior parte do período, sobretudo nos temas de disputa direta e política externa. Já a esquerda concentrou esforços em economia, programas sociais e gestão pública.

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