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Haddad reage a Lula: não é esquerdista, é pragmático

Haddad afirma que Lula é pragmático e busca resultados; presidente diz não ser esquerdista e relembra passado como anticomunista

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad
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  • Haddad reagiu à afirmação de Lula de que nunca foi “esquerdista” e afirmou que o presidente tem uma postura pragmática, buscando resultados.
  • Ele disse que Lula evita rótulos ideológicos e foca em melhorar a qualidade de vida, aumentar salários e considerar a vulnerabilidade dos trabalhadores na relação capital e trabalho.
  • Lula afirmou, durante reunião do G7, que nunca se definiu como esquerdista, destacando sua história como dirigente sindical e vínculos com sindicatos europeus.
  • O presidente contou que, na década de 1980, foi convidado para um congresso na União Soviética, mas acabou sendo visto como anticominunista por ter tido passagem pela Lei de Segurança Nacional.

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad reagiu nesta quarta-feira 17 a uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que nunca foi esquerdista, chamando a postura do mandatário de pragmática. Haddad participou de um evento na PUC quando comentou o assunto.

Segundo Haddad, Lula evita rótulos ideológicos e foca em resultados práticos. O ex-ministro destacou que o objetivo do presidente é melhorar a qualidade de vida da população, aumentar salários e buscar um equilíbrio entre capital e trabalho, levando em conta a vulnerabilidade dos trabalhadores.

Durante reunião do G7, Lula afirmou que não se reconhece como esquerdista ao longo de sua trajetória política. O presidente mencionou sua atuação como dirigente sindical e citou vínculos com sindicatos europeus para ilustrar uma relação pragmática com o movimento sindical.

Contexto das declarações

Lula recordou a época de sua eleição pela primeira vez em 2002, quando foi questionado sobre a definição de sua ideologia. O presidente também relatou uma experiência de convite para um congresso na então União Soviética nos anos 80, explicando que não participou devido a restrições legais no Brasil na época.

Afirmou ter viajado pela Europa para angariar solidariedade, o que, segundo ele, contribuiu para a percepção de anticomunista ao longo do tempo. As falas ocorreram em contexto informal, durante eventos oficiais de política externa e entrevistas com a imprensa.

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