- Lindbergh Farias pediu ao STF a revogação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro após a apreensão de arma.
- A Polícia Militar do Distrito Federal encontrou uma Glock G17, calibre nove milímetros, registrada em nome de Bolsonaro, durante blitz em Brasília.
- A arma estava na residência onde o ex-presidente cumpre a prisão domiciliar; a defesa admite que o objeto pertence a Bolsonaro.
- Segundo a defesa, integrantes da equipe de segurança retiraram a peça essencial para o disparo sem o conhecimento dele, por ele usar medicamentos psiquiátricos que afetam a cognição.
- O deputado sustenta que o episódio compromete a confiança exigida pela medida, justificando retorno de Bolsonaro à Papuda; o STF fará a reavaliação em vinte e cinco de junho.
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao STF a revogação da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), após a apreensão de uma arma registrada em nome do ex-presidente durante uma blitz em Brasília. O episódio reacende questionamentos sobre a medida.
Na madrugada de segunda-feira (15), a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu a pistola Glock G17, calibre 9mm, que constava no registro da residência de Bolsonaro, onde ele cumpre a prisão domiciliar. A apreensão ocorreu durante ação de patrulhamento na capital.
A defesa de Bolsonaro admitiu que a arma apreendida pertencia ao ex-presidente, segundo esclarecimento encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes. O documento também afirma que integrantes da segurança teriam retirado o percussor da arma sem o conhecimento do ex-presidente, por uso de medicamentos psiquiátricos.
Para Lindbergh Farias, o episódio representa quebra de confiança necessária para a manutenção da prisão domiciliar. O deputado sustenta que a presença de arma na residência e seu manejo por terceiros derrubam as condições da medida.
Bolsonaro permanece em prisão domiciliar humanitária em Brasília desde março, devido a graves problemas de saúde. O STF marcou para 25 de junho a reavaliação do regime, conforme previsão original de 90 dias.
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