- Lula afirmou que nunca foi esquerdista, sendo lembrado como dirigente sindical; áudio da conversa vazada foi captado pela transmissão oficial do G7.
- A conversa ocorreu com Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI, e o chanceler alemão Friederich Merz, abordando eleições brasileiras e votação eletrônica.
- Lula disse que o mundo é de centro e que o Brasil tem sistema de urnas eletrônicas auditáveis, defendendo que o sistema seja adotado por outros países.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou o Brasil de país politicamente difícil durante entrevista na cúpula do G7, sem detalhar o conteúdo da conversa com Lula.
- Lula afirmou que, se encontrar Trump novamente, levará a urna eletrônica para mostrar como funciona e destacou que não há necessidade de reunião bilateral no momento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em uma conversa informal durante a cúpula do G7, que nunca foi de esquerda. A fala foi captada por a transmissão oficial do evento e ocorreu na quarta-feira (17). Lula disse ter sido dirigente sindical e destacou vínculos com o sindicalismo alemão, italiano e espanhol. Em seguida, explicou o funcionamento das eleições no Brasil e o uso das urnas eletrônicas.
A conversa teve como interlocutor a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, e o chanceler alemão, Friederich Merz. Lula afirmou que o mundo, na visão dele, está centrado no espaço político do centro, não na esquerda. Georgieva havia sugerido que ele seria esperado como esquerdista em sua primeira vitória.
Contexto e afirmações sobre a urna
Ainda na sequência, o presidente defendeu o sistema de votação brasileiro com urnas auditáveis, defendendo que o modelo poderia inspirar outras nações. A fala reforçou a ideia de que Lula não se reconhece como pessoa de esquerda, mas sim como líder sindical.
Desdobramentos na política internacional
Durante a mesma semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter conversado com Lula na cúpula e classificou o Brasil como país politicamente difícil. Trump comentou episódios recentes do cenário eleitoral brasileiro sem detalhar o conteúdo da conversa.
Condenações e desdobramentos judiciais
Em relação aos desdobramentos internos, a Primeira Turma do STF condenou o deputado Eduardo Bolsonaro por tentativa de interferência no julgamento do pai, o ex-deputado Jair Bolsonaro. A pena de quatro anos e dois meses ainda não transitou em julgado.
Observações sobre a relação entre as lideranças
Trump mencionou que as eleições brasileiras são, segundo ele, desafiadoras, e fez um paralelo com os EUA, afirmando que suas eleições são mais criteriosas. O ex-presidente brasileiro não está preso, e o caso aguarda recursos. Lula continua acompanhando as repercussões internacionais.
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