- Em conversa informal durante o G-7 em Évian-les-Bains, França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que “nunca foi esquerdista”.
- Lula falava com a presidente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, e com o chanceler alemão, Friedrich Merz, sobre sua atuação política desde os tempos de sindicalista.
- Ele comentou que, segundo sua leitura, o mundo não é de esquerda e que o caminho à esquerda não domina a cena mundial.
- Georgieva disse a ele que, quando foi presidente pela primeira vez, muitos esperavam que fosse esquerdista; Lula respondeu contando que foi dirigente sindical e manteve ligações com sindicatos alemão, italiano e espanhol.
- Ele relatou que, nos anos 1980, não pôde ir à Rússia devido a uma condenação pela lei de segurança nacional, o que o levou a viajar pela Europa e a ser visto como anticomunista.
Durante a cúpula do G-7 em Évian-les-Bains, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou em conversa informal que nunca foi esquerdista. A reunião ocorreu nesta quarta-feira, 17, com a presidente do FMI, Kristalina Georgieva, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, presentes.
Lula tratou de sua atuação política desde os tempos de sindicalista e comentou sobre o cenário internacional atual. Em tom cauteloso, ele discutiu a presença de lideranças de diferentes espectros no ocidente e avaliou que o mundo não estáമ alinhado a uma única vertente.
Contexto político
Georgieva relembrou que, ao assumir a presidência, muitos esperavam que Lula fosse identificado como esquerdista, o que não ocorreu segundo ela. O diálogo ocorreu entre líderes e representantes durante os trabalhos paralelos da reunião.
O presidente relatou que, nos anos 1980, não conseguiu ir à Rússia por impedimento legal de segurança nacional. Acrescentou que viajou pela Europa para angariar solidariedade e passou a ser visto como anti-comunista em determinado momento.
Entre na conversa da comunidade