- Lula reagiu às declarações de Donald Trump e disse que os EUA não devem interferir nas eleições brasileiras.
- Em coletiva na Suíça, o presidente afirmou que não solicitou reunião bilateral com Trump porque Brasil e EUA seguem em negociação.
- Ele afirmou que Trump agiu como imperador, classificando a atitude como desaforada ao Brasil.
- Lula propôs que questões comerciais sejam discutidas na próxima reunião do Grupo dos 20 (G20), com participação da China.
- No mesmo evento, o presidente apoiou críticas europeias sobre uso da inteligência artificial e defendeu regulamentação de plataformas digitais, além de encontros com o presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi, e com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, sobre a guerra.
Lula reagiu nesta quinta-feira às declarações de Donald Trump durante viagem à Suíça. Em entrevista coletiva, o presidente brasileiro afirmou que não pediu uma reunião bilateral com o ex-presidente dos EUA porque Brasil e EUA continuam em fases de negociação. O discurso também destacou que o Brasil não deve se envolver nas eleições americanas, apenas cabendo aos EUA resolverem seus pleitos internos.
Segundo o relato de Lula, Trump agiu de forma desmedida ao tratar do Brasil, o que gerou a avaliação de que o ex-ocupante da Casa Branca teria agido como um “imperador”. O presidente brasileiro informou que as questões comerciais entre os dois países devem ser discutidas na próxima reunião do G20, evento que reunirá as maiores economias, incluindo a presença da China.
Durante a cúpula do G7, Lula alinhou-se a críticas sobre o uso indevido de inteligência artificial e reforçou a defesa de regulamentação de plataformas digitais. Em paralelo, permaneceu na Suíça para encontros diplomáticos, incluindo uma reunião com o presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi, e conversas com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, no contexto da guerra na Ucrânia.
Mudanças de tema e agenda internacional
- O brasileiro mencionou que pretende tratar de questões comerciais no âmbito do G20, ampliando o diálogo com os parceiros internacionais.
- A posição sobre IA e regulação de plataformas digitais reforça linha de políticas públicas defendidas por governos em várias regiões.
As declarações de Lula ocorrem em um momento de atenção internacional ao papel do Brasil em temas econômicos e de governança digital. O governo brasileiro, por meio de assessores, não divulgou novos detalhes sobre possíveis acordos bilaterais com os EUA.
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