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Lula diz que Trump pode apoiar Bolsonaros, mas não interferir nas eleições

Lula diz que Trump não pode interferir nas eleições brasileiras, após o americano classificar o Brasil como politicamente perigoso no G7

Lula durante reunião do G7 na França
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  • Lula afirmou que Trump pode gostar da família Bolsonaro, mas não pode interferir nem violar a soberania ou as eleições brasileiras.
  • Em Genebra, Lula disse que as eleições são Brasil e que o país não admite ingerência externa; destacou que o Brasil sabe conduzir seu processo (urnas eletrônicas).
  • Trump, em Évian-les-Bains, disse ter conversado com Lula e que o Brasil ficou “perigoso politicamente” e um pouco complicado.
  • O presidente americano citou, de forma equivocada, a possível prisão de Bolsonaro Jr. e confundiu com o filho mais velho, Flávio Bolsonaro.
  • Lula afirmou que os EUA poderiam aprender com o Brasil sobre eleições tranquilas e menos conturbadas, e repetiu que pretende mostrar, na prática, como funciona a urna eletrônica.

Donald Trump disse durante o encerramento da cúpula do G7, em Évian-les-Bains, França, que o Brasil se tornou politicamente perigoso. Lula respondeu em Genebra que o país jamais tolerará interferência externa nas suas eleições.

O presidente brasileiro afirmou que o Brasil honra sua soberania e respeita as próprias regras. Disse ainda que pode lidar com o afeto por apoiadores, mas não admite qualquer violação da independência do pleito. A declaração ocorreu em uma entrevista coletiva no exterior.

Trump afirmou ter conversado com Lula sobre a situação política do Brasil. O brasileiro disse que o país tem eleições tranquilas, urnas eletrônicas confiáveis e que a democracia permanece estável. Lula destacou que as eleições são problema do Brasil.

Reação de Lula e posição sobre as eleições

Lula criticou a possibilidade de pressões externas e afirmou que o Brasil não permite interferência externa no processo eleitoral. O presidente ressaltou a importância de respeitar a soberania nacional e o funcionamento das instituições.

O petista também citou a defesa do sistema de urnas e prometeu demonstrar o funcionamento das eleições caso haja necessidade de esclarecer dúvidas. A resposta ocorreu após questionamentos sobre declarações internacionais.

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