- Lula da Silva e Donald Trump se cumprimentaram durante evento social da cúpula do G7, em Evian-les-Bains, na França.
- Foi o primeiro encontro entre eles desde a classificação do Comando Vermelho e do PCC como entidades terroristas pelos EUA e da ameaça de tarifaço contra o Brasil.
- Não houve reunião formal marcada entre Lula e Trump; governo brasileiro informou que nenhum dos lados pediu o encontro oficial.
- Segundo fontes, não faria sentido discutir uma reunião enquanto as tarifas seguem em pauta entre os governos.
- Em outro momento da cúpula, Lula criticou, de forma indireta, o protecionismo e o unilateralismo, defendendo soberania e cooperação no combate ao crime transnacional.
Lula da Silva e Donald Trump se cumprimentaram na noite de terça-feira, 16, durante um evento social da cúpula do G7 em Evian-les-Bains, na França. O encontro foi informal, realizado fora da agenda oficial da reunião de líderes.
Os dois líderes trocaram cumprimentos, marcando o primeiro contato pessoal desde que Washington classificou o Comando Vermelho e o PCC como entidades terroristas. A tensão bilateral envolve ainda a ameaça de tarifaço aos produtos brasileiros.
Apesar do encontro, não houve reunião formal entre Lula e Trump. O governo brasileiro informou que nenhum acordo para encontro direto foi solicitado por qualquer das partes.
Fontes do governo afirmam que não houve pedido de reunião enquanto os temas de tarifas seguem em discussão entre ministérios. No sábado anterior, representantes dos dois governos fizeram uma reunião técnica sem progressos.
A classificação dos dois grupos criminosos como entidades terroristas é vista como decisão unilateral pelos brasileiros, segundo fontes oficiais. Washington mantém a posição, segundo apontam autoridades brasileiras.
Além do cumprimento, Lula e Trump já haviam se encontrado em outras ocasiões durante a cúpula, em duas fotos oficiais e em uma reunião sobre desenvolvimento. O tom entre os dois ficou marcado por críticas indiretas.
Em conversa próxima a uma grande mesa oval, Lula criticou o protecionismo e o unilateralismo, defendendo a soberania dos Estados na luta contra o crime transnacional. A postura recorreu a temas de política externa e segurança.
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