- O primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, alertou sobre deepfakes após um vídeo falso com sua imagem ter sido usado para promover uma fraude financeira.
- No vídeo, supostamente gerado por inteligência artificial, Martin fala com sotaque inglês e afirma que investidores de qualquer idade podem ganhar €40 mil com apenas €250 e um celular.
- Martin pediu às plataformas de redes sociais que impeçam a veiculação do material e o removam assim que identificado.
- O caso evidencia o uso de deepfakes em desinformação, já facilitado pela tecnologia de IA na criação de vídeos, imagens e áudios realistas.
- Em outubro, durante a eleição presidencial na Irlanda, circulou um deepfake da candidata Catherine Connolly anunciando sua retirada, o que ela chamou de tentativa de enganar eleitores.
A video falso que utiliza a semelhança de Micheál Martin, primeiro-ministro da Irlanda, foi utilizado para promover um golpe financeiro. O material circulou online com a pretensa fala do líder, em inglês, prometendo ganhos elevados com um telefone e um pequeno investimento. A gravação é identificada como conteúdo gerado por inteligência artificial e manipulada para parecer real.
Martin respondeu via rede social, afirmando que o material é claramente falso e serve como alerta sobre a vigilância nas plataformas digitais. Ele pediu que as redes sociais impeçam a veiculação desse tipo de conteúdo e o removam assim que identificado. O caso evidencia vulnerabilidade a deepfakes em informações financeiras.
Uso de deepfakes e alertas
Especialistas explicam que deepfakes usam IA para criar vídeos, imagens ou áudios que parecem reais, facilitando golpes e desinformação. Ferramentas de IA que geram texto para imagem contribuíram para a propagação de esse tipo de conteúdo. O objetivo do relatório é orientar usuários e plataformas a adotar medidas rápidas de verificação.
Impacto e resposta pública
A situação ocorre em um contexto de vulnerabilidade de eleitores a conteúdos manipulados. Em eleições passadas, vídeos gerados por IA já geraram controvérsias e tentativas de indução de votos. Autoridades e plataformas têm sido convocadas a discutir políticas de identificação rápida e remoção de conteúdos enganosos.
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