- Sérgio Moro criticou a comparação de Gilmar Mendes entre a operação Master e a Lava Jato, chamando a defesa de “ladainha” em postagem no X.
- A Segunda Turma do STF manteve as prisões de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, ligados ao caso Compliance Zero e ao banqueiro Daniel Vorcaro.
- Gilmar Mendes defendeu flexibilizar as cautelares, propondo domiciliar para Henrique e soltura de Felipe; votação terminou 3 a 1 contra a medida.
- O ministro argumentou que prisões podem forçar delação premiada e criticou a espetacularização de investigações, apontando supostas práticas autoritárias da Lava Jato.
- O relator, André Mendonça, manteve as cautelares, citando indícios de condutas violentas; Moro elogiou votos de Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques pela manutenção das prisões.
O senador Sérgio Moro criticou a comparação feita pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, entre a Operação Compliance Zero, que investiga o caso do Banco Master, e a Lava Jato, na qual Moro atuou como juiz. A declaração ocorreu após Mendes defender flexibilização de cautelares em ações ligadas a Daniel Vorcaro, conhecido empresário alvo das investigações.
A Segunda Turma do STF manteve as prisões de Henrique Vorcaro, pai de Daniel, e de Felipe Vorcaro, primo do banqueiro, investigados na operação em curso. Mendes divergiu dos demais ministros ao defender medidas mais brandas, como prisão domiciliar para Henrique e soltura para Felipe, sendo vencido por 3 votos a 1.
Gilmar Mendes argumentou que a prisão pode gerar pressões para delação premiada, o que, segundo ele, derrubaria a voluntariedade necessária a colaborações. Também criticou o que chamou de efeitos nocivos da espetacularização de investigações penais, associando tais práticas a ações da Lava Jato.
O relator André Mendonça sustentou a necessidade de manter as cautelares, destacando indícios de condutas violentas ligadas ao grupo ligado ao empresário. Ele afirmou que o caso envolve não apenas crimes de colarinho branco, mas uma atuação com traços de organização criminosa, incluindo ameaças.
Felipe é apontado pela Polícia Federal como parte do núcleo financeiro-operacional do grupo comandado por Daniel Vorcaro, enquanto Henrique teria coordenado a operação do grupo conhecido como “A Turma”, responsável por ações para intimidar adversários.
Após pedido de vista de Mendes em maio, a análise dos recursos foi retomada com a devolução do processo. A decisão de manter as prisões foi acompanhada por outros ministros, que consideraram fundamentais as medidas cautelares no contexto das ameaças investigadas.
Moro ainda elogiou publicamente os votos de Mendonça, Fux e Nunes Marques pela manutenção das prisões, afirmando que esses magistrados teriam honrado as(to)gas e resistido a narrativas que, na visão dele, buscavam desvirtuar a investigação.
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