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STF homenageia ministro Edson Fachin por 11 anos na Corte

STF homenageia o ministro Edson Fachin por onze anos de atuação, com destaque para trajetória acadêmica, atuação constitucional e defesa da democracia

STF homenageia ministro Edson Fachin por 11 anos de atuação na Corte - Migalhas
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  • Nesta quarta-feira, 17, durante a sessão plenária do STF, o decano Gilmar Mendes homenageou o presidente Edson Fachin pelos 11 anos de posse no tribunal.
  • Mendes destacou a formação de Fachin, nascido em Rondinha, no Rio Grande do Sul, e radicado no Paraná, com graduação na UFPR, atuação como professor de Direito Civil, mestrado e doutorado pela PUC/ SP, além de advogado e procurador do Estado do Paraná.
  • O decano ressaltou a leitura do Direito à luz da Constituição, enfatizando a constitucionalização do direito como método e compromisso permanente.
  • Foram citados julgamentos relatados ou conduzidos por Fachin, como a ADPF 378 (rito do impeachment de Dilma Rousseff, em 2015), a ADPF 635 (ADPF das Favelas) e o HC 208.240, além da ADIn 5.617, que assegurou o piso de 30% dos recursos do fundo partidário para candidaturas femininas.
  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também elogiou Fachin, destacando sua atuação como jurista austero, professor da UFPR e líder em defesa dos direitos fundamentais.

O STF homenageou o ministro Edson Fachin pelos 11 anos desde sua posse, completados na terça-feira, dia 16. A entrega da homenagem ocorreu nesta quarta-feira, durante a sessão plenária, conduzida pelo decano, ministro Gilmar Mendes. A cerimônia destacou a trajetória acadêmica, a atuação jurisdicional e o compromisso com a democracia.

A lembrança ocorreu no contexto da sessão de abertura, com Mendes apontando o caminho que levou Fachin a ocupar a presidência do Supremo. O decano ressaltou a formação do ministro, nascido em Rondinha, no Rio Grande do Sul, e criado no Paraná, onde se graduou pela UFPR e mais tarde lecionou Direito Civil. Também citou mestrado e doutorado pela PUC/SP e atuação como advogado e procurador estadual.

Trajetória e contribuições

Segundo Mendes, Fachin desenvolveu uma visão jurídica sólida, que une teoria e prática com foco em justiça social. O ministro é reconhecido pela leitura integrada do Direito com a Constituição, destacando que a constitucionalização do direito é um método contínuo, não apenas uma fórmula.

Entre os julgamentos mencionados, o decano citou a ADPF 378 sobre o rito do impeachment de Dilma Rousseff, em 2015, e a ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que adotou medidas para reduzir a letalidade policial no Rio de Janeiro. Também foi lembrado o HC 208.240, que tratou de buscas pessoais baseadas em indícios objetivos, sem discriminação por raça ou aparência.

Reconhecimentos adicionais

Mendes destacou ainda a ADIn 5.617, relatada por Fachin, que assegurou o piso de 30% dos recursos do fundo partidário para candidaturas femininas, apontando a desigualdade de acesso aos meios de campanha como raiz da sub-representação feminina na política.

Divergências e convergências

O decano afirmou que divergências entre Fachin e outros ministros, quando fundamentadas, fortalecem o tribunal. Em linhas gerais, há consenso entre eles quanto à defesa do Estado Democrático de Direito e à defesa da independência do Judiciário frente a propostas autoritárias.

Aplaudimento institucional

O procurador-Geral da República, Paulo Gonet, também participou da homenagem, destacando os 11 anos de Fachin no STF como período que gerou respeito e admiração pela atuação do ministro. O procurador mencionou a trajetória acadêmica, o papel como professor e a influência de Fachin no campo jurídico.

Perfil técnico

Gonet descreveu Fachin como jurista dedicado, com obra doutrinária reconhecida, atuação internacional e atuação como magistrado de pensamento sólido. O PGR enfatizou ainda a defesa dos direitos fundamentais e a serenidade na condução de processos de alta relevância institucional.

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