- STJ negou novo habeas corpus de Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, mantendo a prisão decretada em outubro de 2025 pela Operação Narco Bet.
- Decisão foi unânime pela Quinta Turma; ministro Messod Azulay Neto apontou que Buzeira seria um dos maiores destinatários do esquema, e o relator manteve o entendimento.
- O presidente da Turma, ministro Reynaldo Soares da Fonseca, acompanhou o voto do relator na manutenção da custódia.
- Pedido de prisão domiciliar foi rejeitado por falta de comprovação específica de diagnóstico médico do filho, segundo a defesa.
- Além disso, o Ministério Público Federal denunciou Buzeira por lavagem de dinheiro e organização criminosa; investiga rifas clandestinas e fraudes em sorteios, com possível ligação ao tráfico internacional.
O STJ negou, na tarde desta terça-feira (16), um novo habeas corpus pedido pela defesa de Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira. A decisão foi tomada pela Quinta Turma, por unanimidade, mantendo a prisão decretada em outubro de 2025.
A prisão ocorreu during a operação Narco Bet, da Polícia Federal, em Igaratá, interior de São Paulo. A Turma entendeu que há indícios suficientes de participação de Buzeira em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas. A defesa havia pedido análise individual do caso.
O relator, ministro Messod Azulay Neto, manteve a prisão, apontando que Buzeira seria um dos maiores destinatários do esquema. O presidente da Turma, Reynaldo Soares da Fonseca, acompanhou esse entendimento após pedido de vista. A decisão não flexibiliza a prisão.
No recurso, a defesa também requereu prisão domiciliar sob a justificativa de doença de um filho. Fonseca considerou o pleito genérico, sem comprovação de diagnóstico ou necessidade de assistência paterna. A decisão do STJ manteve a custódia para preservação da ordem pública e risco de novos delitos.
A reportagem da CNN Brasil procurou a defesa de Buzeira, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
Acusações e desdobramentos
Buzeira é suspeito de integridade a uma organização criminosa que utilizava criptomoedas e transferências internacionais para lavar dinheiro. Parte dos recursos teriam sido canalizados para estruturas ligadas a casas de apostas eletrônicas, as Bets.
No início deste mês, o Ministério Público Federal denunciou Buzeira por lavagem de dinheiro e organização criminosa em outra linha de investigação, ligada a rifas clandestinas e fraudes online. A denúncia cita indícios de ligação com tráfico internacional de drogas e facções criminosas.
O Tribunal de Justiça Federal, 5ª Vara Federal de Santos, aceitou a denúncia e determinou que a Polícia Federal integre esse novo inquérito com as investigações da Operação Narco Bet, que ainda não foram concluídas. A condução dos casos permanece em andamento.
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