- A gestão do governador Tarcísio de Freitas e o IV Comar discutem nesta semana as consequências da mudança no sistema de operação do Campo de Marte para a construção do novo Centro Administrativo do Estado, nos Campos Elíseos.
- A alteração reduz a altura de obstáculos aceitáveis, deixando mais rígida a aprovação de prédios altos pela área de influência do aeroporto e pelo Decea.
- O empreendimento terá torres de cerca de 20 pavimentos ou aproximadamente 60 metros de altura, previsto para a região central.
- O governo teme perder até metade da área prevista do projeto caso precise diminuir a altura das edificações ao redor do parque Princesa Isabel.
- A concessionária PAX Aeroportos afirma que a mudança não deve alterar o plano, enfatizando que a operação por instrumentos do Campo de Marte visa modernizar o terminal e ampliar serviços, com investimento de R$ 120 milhões.
A gestão do governo de São Paulo, sob Tarcísio de Freitas, discute nesta semana o risco de atrasos no projeto do novo Centro Administrativo, caso a construção ao redor do Campo de Marte receba novas restrições de altura. O tema envolve o IV Comar e a concessionária responsável pelo aeroporto.
A mudança em vigor reduz o teto de segurança para construções altas na região norte da capital. A norma, vinculada ao sistema de operação por instrumentos do Campo de Marte, pode exigir aprovação específica do Decea para novos empreendimentos.
A reunião com o IV Comar deve indicar se o lote da futura sede ficará sujeito a alterações. O Clipe central envolve torres de cerca de 60 metros em Campos Elíseos e o impacto sobre o conjunto do empreendimento no entorno do parque Princesa Isabel.
A concessionária PAX Aeroportos, controlada pela XP Asset, sustenta que o novo regime não obrigará mudanças no projeto. A empresa reforça que a operação por instrumentos já foi prevista para modernizar pousos e decolagens e elevar a segurança.
Segundo Rogério Prado, CEO da PAX, a mudança no teto de obstáculos decorre de ajustes da FAB para alinhar com normas internacionais. A alteração reduziu de 890 metros para 827 metros a altura permitida na área de influência do Campo de Marte.
Pelo desenho atual, a pista está situada a aproximadamente 105 metros de altura acima do nível do mar, com o aeroporto a 723 metros de altitude. A distância à região central facilita o uso de limites mais rigorosos a partir de um raio de 20 quilômetros.
A regra mais restritiva afeta principalmente os cones de aproximação da pista, que devem permanecer livres de obstáculos. O Centro Administrativo do Estado fica fora do eixo direto, mas continua dentro de uma área sensível de 3,5 km da pista.
O governo estadual avalia que, mesmo acima dos limites, o edifício pode conseguir exceções ou usufruir de efeitos sombra de imóveis existentes na região central para manter a viabilidade do projeto.
Prado afirma que a operação por instrumentos não impede o avanço do projeto urbano. Ele destaca que a autorização do Decea seria suficiente para assegurar a rota de voo sem comprometer a construção pública.
A PAX aponta que o ajuste demanda análises mais detalhadas, mas a maioria das novas regras deve permitir a continuidade do plano, visto que já existem estruturas altas no entorno. A empresa investiu cerca de R$ 120 milhões nas adequações.
A discussão, que envolve autoridades estaduais e militares, continua sem data definida. Funcionários confirmam reuniões, mas informam que a agenda exata ainda não foi fechada.
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