- Em edição do WW Talks no dia 16, o general Tomás Paiva afirmou que as Forças Armadas não devem intervir no equilíbrio entre os Poderes da República.
- Paiva ressaltou que o problema institucional é da democracia e do sistema de freios e contrapesos, e não das Forças Armadas.
- Segundo o comandante, o sistema constitucional é capaz de resolver crises institucionais, citando impeachment e continuidade da Constituição em momentos anteriores.
- Paiva destacou o compromisso dos militares com a legalidade, a disciplina e a subordinação ao poder civil desde o início de 2023, quando assumiu o comando do Exército.
- A edição do programa contou, além de Paiva, com Thais Heredia, Caio Junqueira e Silvio Cascione, da Eurasia Brasil.
Tomás Paiva, comandante do Exército Brasileiro, disse que não cabe às Forças Armadas interferir no equilíbrio entre os Poderes da República em momentos de crise. Em edição do WW Talks nesta terça-feira, ele afirmou que o problema institucional é da democracia e do sistema de freios e contrapesos, e não das forças militares.
Durante a participação no WW Talks, Paiva disse que as Forças Armadas se mantiveram fiéis à Constituição nos episódios políticos desde a redemocratização. Segundo ele, o sistema institucional tem mecanismos que podem resolver crises sem a intervenção militar.
O general assumiu o comando do Exército no início de 2023 e reforçou a defesa da legalidade, da disciplina e da subordinação das Forças ao poder civil. Ele ressaltou que o compromisso com a ordem democrática é essencial para que o Estado encontre soluções dentro da Constituição.
Além de Paiva, participaram do episódio Thais Heredia, Caio Junqueira e Silvio Cascione, que atua como diretor no Brasil da consultoria Eurasia. O debate abordou temas estruturais sobre a Defesa do Brasil e o papel das instituições diante de crises.
Entre na conversa da comunidade