- Randolfe Rodrigues afirmou que vetos com impacto fiscal ficarão de fora da sessão conjunta do Congresso marcada para quinta-feira, após entendimento com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- Dos 91 vetos pendentes, cerca de setenta chegaram a ser cogitados para deliberação, mas muitos deverão ficar de fora por acordo político ou por ainda não estarem na pauta.
- Entre os itens mais sensíveis estão vetos à Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, ao orçamento vigente e a medidas que afetem despesas obrigatórias, benefícios, emendas ou remuneração de servidores.
- Dispositivos ligados ao meio ambiente, como o chamado “PL da Devastação”, devem ter a votação adiada, e há avaliação de que requer negociação mais ampla.
- O veto à privatização da Eletrobras será destacado para votação separada; outros temas, incluindo aspectos da reforma tributária, podem ficar para análise posterior.
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta quarta-feira (17) que vetos presidenciais com impacto fiscal ficarão fora da sessão conjunta convocada para quinta-feira (18). O acordo, segundo ele, foi fechado com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A ideia é evitar deliberação de dispositivos que aumentem despesas ou reduzam arrecadação.
Randolfe informou que boa parte da pauta não será apreciada, especialmente itens com potencial efeito financeiro. A estratégia é concentrar a votação em vetos consensuais ou que não impactem as contas públicas. Dos 91 vetos pendentes, cerca de 70 chegaram a ser considerados, mas muitos deverão ficar de fora por sobrestamento ou por acordo político.
Entre os vetos com maior sensibilidade fiscal estão dispositivos ligados à LDO de 2026, ao Orçamento atual e a planos de carreira de servidores. A lista também inclui temas como seguro-defeso, auxílio-gás, setor elétrico, incentivos fiscais e tributação de bets, fintechs e juros sobre capital próprio. Dispositivos da LDO que tratam de reajustes também integram o universo discutido.
Itens com maior sensibilidade fiscal
O líder ressalta que não detalhou a lista, mas citou exemplos de trechos que tratam de reajustes e medidas com impacto orçamentário. Houve acordo para retirar da pauta trechos do fundo partidário, inclusive itens de reajuste deste mecanismo. O governo pretende evitar pautas que elevem despesas públicas direta ou indiretamente.
Temas ambientais previstos para votação deverão ser adiados, incluindo o veto ao chamado PL da Devastação, que envolve governo, ambientalistas e ruralistas. A avaliação interna é que esse tipo de matéria requer negociação mais ampla para evitar novas derrotas no plenário.
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