Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Vorcaro previa R$ 1 milhão por mês para custear grupos criminosos, diz PF

PF aponta orçamento mensal de R$ 1 milhão para grupos que infiltravam a máquina pública e a mídia, com bônus; o coordenador, conhecido como “Sicário”, cometeu suicídio após prisão

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário" de Vorcaro — Foto: Reprodução/O Globo
0:00
Carregando...
0:00
  • O esquema montado por Daniel Vorcaro previa um orçamento de 1 milhão de reais por mês para custear grupos que infiltravam a estrutura estatal e intimidavam desafetos do ex-banqueiro. Havia também uma política de bônus de fim de ano e férias.
  • A Polícia Federal aponta que o dinheiro era repassado, mensalmente, por meio da empresa Super Empreendimentos e participações S.A. para a King Participações Imobiliárias Ltda., que rateava entre os grupos.
  • O coordenador-geral dos grupos era Luiz Phillipi Mourão, o “Sicário”, que se matou após ser preso em Belo Horizonte. Outros integrantes incluídos eram o grupo “A Turma”, liderado pelo policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, o qual recebia 40% do total.
  • Além de “A Turma”, havia os grupos “Os meninos” (hackers) e “Os editores”; este último recebia cerca de 50 mil reais mensais para limitar publicações negativas sobre o Banco Master.
  • A PF descreve a relação entre interesses públicos e privados como promíscua e cita participação de parentes de Vorcaro, incluindo o primo Felipe Vorcaro, na execução financeira ilícita. Ainda há menção a pagamentos e negociações de valores entre os envolvidos.

O esquema criminoso montado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, previa um orçamento mensal de R$ 1 milhão para custear grupos que se infiltravam na estrutura estatal, coletavam dados sigilosos e intimidavam desafetos do empresário. Havia ainda uma política de bônus de fim de ano e de férias para esses núcleos. A informação consta no relatório da Polícia Federal (PF) tornado público pela decisão do STF.

Segundo a PF, uma das empresas de Vorcaro, a Super Empreendimentos e Participações S.A., repassava mensalmente o valor para a King Participações Imobiliárias Ltda, com operações financeiras chefiadas por Ana Paula Queiroz de Paiva e Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro. O repasse era rateado entre os grupos.

O coordenador-geral dos grupos era Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, que se suicidou após a prisão em Belo Horizonte (MG). Entre os núcleos estariam “A Turma”, liderada pelo policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, com 40% do total do orçamento, cerca de R$ 400 mil.

Entre os demais grupos estavam “Os meninos”, formados por hackers, para capturar senhas e deletar conteúdos desfavoráveis, e “Os editores”, que recebiam para manter ou promover conteúdos favoráveis às empresas ligadas a Vorcaro. A PF aponta pagamentos mensais de até R$ 50 mil nesse núcleo.

Relatórios descrevem diálogos em que Roseno cobrava de Sicário prazos para manter as atividades e evitar que “A Turma” saísse de férias. O documento cita ainda um pagamento de bônus de fim de ano, feito por Roseno a Anderson Wander da Silva, da PF no Rio de Janeiro, com a suposta indicação de que se tratava de uma oferta de bônus.

Outra linha do material detalha conversas com Henrique Vorcaro, pai de Daniel e também preso, sobre o pagamento de R$ 400 mil, com sugestão de elevar para R$ 800 mil. Em diálogos posteriores, Roseno aponta que os líderes já possuíam recursos, mas faltava boa vontade para quitar o acordo.

Felipe Vorcaro, primo de Daniel e igualmente preso, é descrito pela PF como responsável direto pela operacionalização dos ajustes financeiros ilícitos, atuando na coordenação das movimentações entre as entidades envolvidas.

A PF conclui que o material indica uma possível negociação da função pública como ativo de troca, sugerindo promiscuidade entre interesses públicos e privados. As investigações prosseguem para esclarecer responsabilidades e vínculos entre os acusados.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais