- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defendeu Jaques Wagner, alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de receber propina do Banco Master.
- Alcolumbre disse que as verdades sobre Wagner virão à tona e serão comprovadas, e que, no fim, a pessoa será julgada.
- Wagner, líder do governo Lula, presente na sessão, afirmou apoio a Alcolumbre e que vai processar a revista VEJA.
- A PF investiga repasses milionários e a compra de um apartamento em Salvador, com valor superior a 2,4 milhões de reais, além de possíveis recebimentos de até 3,5 milhões de reais e uso de avião particular.
- O caso envolve negociações com o banqueiro Daniel Vorcaro e com o ex-CEO do Master, Augusto Lima; o relatório da PF teve o sigilo removido pelo ministro André Mendonça.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, saiu em defesa de Jaques Wagner, alvo de uma operação da Polícia Federal por suspeita de recebimento de propina do Banco Master. A defesa ocorreu durante entrevista coletiva no Senado, na tarde desta quinta-feira.
Alcolumbre afirmou acreditar que as verdades will surgir no decorrer do processo e que Wagner será julgado conforme as evidências apresentadas. O senador também manifestou preocupação com ataques a pessoas, destacando a necessidade de preservação de respeito entre colegas.
Wagner, líder do governo Lula no Senado, foi citado em reportagem anterior da VEJA como participante do esquema. O parlamentar negou de forma enfática qualquer irregularidade e disse que seu advogado já prepara ações legais para contestar as informações.
PF investiga repasses milionários e aquisição de imóvel
A nova fase da Operação Compliance Zero apura se Wagner recebeu recursos e benefícios de Vorcaro em troca de apoio a leis que favoreceriam o banco Master, desde 2023. A PF investiga a possível participação do senador em negócios com o banqueiro e com empresas ligadas a Vorcaro.
Entre as apurações, consta a negociação para a compra de um apartamento em Salvador, avaliado em mais de 2,4 milhões de reais, segundo o inquérito. Também são indicados repasses de até 3,5 milhões de reais e uso de avião particular pelo senador para viagens com familiares, além de ingressos para shows internacionais.
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