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Alcolumbre cancela sessão para analisar vetos e marca nova data em 10 a 15 dias

Alcolumbre adia sessão de vetos para 10 a 15 dias; sem acordo entre lideranças, PF deflagra operação contra Jaques Wagner no Senado

Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, anunciou adiamento da sessão para a análise de vetos de Lula
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  • O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, cancelou a sessão conjunta entre deputados e senadores que analisaria 65 vetos presidenciais e cinco projetos de lei, por não haver acordo nem quórum suficiente.
  • Alcolumbre afirmou que, sem a participação de todas as lideranças das duas casas, não haveria condição de realizar a sessão com qualidade.
  • Ele informou que, daqui a dez a quinze dias, antes do recesso, convocará nova apreciação dos vetos, “com acordo de cédula” ou “sem acordo de cédula”, dependendo das negociações.
  • Entre os temas da pauta estavam dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, a reforma tributária e vetos ligados a emendas, incentivos fiscais, infraestrutura, energia e segurança pública.
  • A decisão ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, envolvendo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, em ao menos uma linha de investigação.

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, adiou a sessão conjunta entre deputados e senadores que analisaria 65 vetos presidenciais e cinco projetos de lei. A decisão foi anunciada nesta manhã, ao lado do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, em Brasília. A mudança ocorreu por falta de acordo entre lideranças e por quórum baixo, segundo o próprio Alcolumbre.

O senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, também esteve envolvido na pauta prevista para a sessão, que incluía temas da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, a reforma tributária e questões relacionadas a emendas, incentivos fiscais, infraestrutura, energia e segurança pública. O presidente do Senado explicou que houve esforço para manter a sessão, mas as lideranças não avançaram em um entendimento.

Segundo Alcolumbre, o painel trazia 90 vetos pendentes com 924 dispositivos. Mesmo com a retirada de 20 vetos e 350 dispositivos, não houve acordo suficiente entre as bancadas. O mandatário afirmou que a ausência de consenso prejudica a condução da sessão e que manter o encontro com quórum reduzido poderia gerar críticas de favorecimento.

Por isso, Alcolumbre sinalizou que reagendará a apreciação em 10 a 15 dias, antes do recesso parlamentar. Ele informou que convidará os líderes partidários da Câmara e do Senado para reuniões periódicas nesse intervalo, com a possibilidade de realizar uma sessão com ou sem acordo de cédula. A ideia é dividir a pauta em três sessões, escolhendo 20 ou 30 vetos por etapa, conforme entendimento entre governo e oposição.

O cancelamento ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, relacionada ao caso Banco Master e ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner. A investigação apura supostas fraudes envolvendo o PT na Bahia e o banqueiro Daniel Vorcaro. O Estadão pediu manifestação de Wagner, sem retorno até o momento.

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