- Stephen Feinberg, de 66 anos, fundador da Cerberus Capital Management, atua como deputy undersecretary of defense desde março de 2025 e é visto como quem realmente comanda parte das compras do Pentágono.
- Mesmo sendo recluso e sem entrevistas ou participações em comitês, veículos de governo e fontes de Capitol Hill afirmam que Feinberg tem influência muito além do secretário de Defesa.
- Feinberg aproximou vários ex-funcionários da Cerberus do departamento, criando uma rede que supervisiona grande parte das compras, investimentos e parcerias estratégicas.
- Existem investimentos e contratos ligados à Cerberus no Pentágono, como projetos de defesa hipersônica, a empresa Stratolaunch e operações de financiamento de infraestrutura crítica e minerais estratégicos, com decisões que envolvem o Education Defense Unit e o office of strategic capital.
- Críticos, como a senadora Elizabeth Warren, levantam preocupações de conflitos de interesse, mesmo que o Pentágono afirme manter ética rígida; não há evidências de ganho pessoal direto de Feinberg, segundo documentos oficiais.
Stephen Feinberg, CEO do Cerberus Capital e bilionário de 66 anos, assumiu o posto de deputy undersecretary of defense em março de 2025, no Pentágono. Mesmo sem aparecer diante das câmeras, ele exerce influência decisiva sobre a pauta de compras e prioridades estratégicas.
Fontes internas, parlamentares e veterans apontam que Feinberg supera o chefe da pasta, o secretário de Defesa, em impacto observado. Ele consolidou controle sobre redes de aquisição do Pentágono e investe, com recursos públicos, em empresas da área de defesa. A operação envolve aliados de Cerberus ocupando cargos-chave no departamento.
Feinberg mantinha perfil extremamente reservado ao longo da carreira e, desde a confirmação, não participou de comissões, audiências ou entrevistas. A ausência de um porta-voz fixo e a distância de assessores gerou críticas sobre transparência e conflitos de interesse potenciais.
Conflitos de interesse e rede de influência
Entre os próximos passos, Feinberg integrou executivos de Cerberus a cargos no Pentagon. George Kollitides, Tomas Rakusan e David Lorch aparecem como conselheiros seniores ligados a ele, com atuação em estruturas de capital estratégico e investimentos críticos. A rede também envolve ex-funcionários de Cerberus em posições de decisão.
A estratégia inclui a formação de uma unidade de defesa econômica, sob o comando indireto de Feinberg, e o uso de investimentos via equity para influenciar a origem de contratos e projetos. Documentos e fontes indicam que o grupo aprovou negócios que envolvem peças-chave de tecnologia de defesa e minerais estratégicos.
Em paralelo, contratos e investimentos recentes indicam participação de Cerberus em empresas como Stratolaunch e M1 Support Services, ampliando a presença no ecossistema de defesa. A depender da leitura, tais operações podem alinhar interesses privados com prioridades governamentais.
Reações e verificações oficiais
Críticos, como a senadora Elizabeth Warren, argumentam que contratos associados a Cerberus podem criar conflitos de interesse significativos, apesar da alegação de divestimento por Feinberg. O Pentágono nega irregularidades, afirmando manter rígido conjunto de normas éticas e auditorias independentes.
Do lado técnico, defensores do movimento apontam que mudanças visam tornar o aparato de compras mais ágil e eficiente. Um analista independente ressalta que a concentração de decisões em uma única empresa exige vigilância constante para evitar efeitos adversos sobre a defesa nacional.
Perspectivas futuras
Especialistas destacam que o que muda é a velocidade e a forma de orçamento, com a criação de estruturas que operam como operadoras de capital estratégico. A depender do andamento, o Pentágono pode adotar modelos de financiamento híbrido para projetos de alto impacto tecnológico e de infraestrutura crítica.
Ao que tudo indica, Feinberg traça uma linha de reformas que mescla gestão privada com funções públicas, sob a justificativa de fortalecer a base industrial de defesa. A discussão sobre governança e controle de conflitos permanece aberta entre legisladores, auditores e a própria sociedade.
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