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Candidatos menos conhecidos com baixa rejeição podem crescer

Candidatos pouco conhecidos com baixa rejeição podem crescer no Senado; cenário local aponta segundo turno entre Celina Leão e Arruda

No CB.Poder, o diretor do Opinião Inteligência Política, Alexandre Garcia, analisa os dados da pesquisa Correio/OPINIÃO Inteligência Política. Na bancada, os jornalistas Ana Maria Campos e Carlos Alexandre de Souza - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
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  • Pesquisa Correio/OPINIÃO Inteligência Política mostra Celina Leão em primeiro lugar na disputa ao governo do Distrito Federal, com José Roberto Arruda em segundo e Leandro Grass atrás dos dois-digitais.
  • Os números sugerem possibilidade de segundo turno entre Celina Leão e Arruda, dependendo da continuidade ou ajuste da candidatura dele.
  • No Senado, Michelle Bolsonaro lidera a corrida, enquanto Leila do Vôlei aparece com bom desempenho e Ibaneis Rocha enfrenta alto índice de rejeição.
  • Candidatos com baixa rejeição e ainda pouco conhecidos podem crescer durante a campanha, segundo a análise do pesquisador Alexandre Garcia.
  • A pesquisa aponta desafio de engajamento para cargos legislativos: mais de setenta por cento dos eleitores ainda não sabem avaliar quem são seus candidatos para deputado distrital e federal.

Ao divulgar a primeira rodada da pesquisa Correio/OPINIÃO Inteligência Política, o Correio Brasiliense revelou dados sobre as eleições no Distrito Federal. O estudo aponta Celina Leão (PP) na liderança para o governo, com o ex-governador José Roberto Arruda (PSD) em segundo, e Leandro Grass (PT) ainda acima dos dois dígitos. A pesquisa também aponta possibilidades de segundo turno, dependendo de eventuais mudanças na candidatura de Arruda. O levantamento foi feito com base em intenções de voto dos eleitores do DF.

A entrevista com Alexandre Garcia, diretor do instituto responsável pela sondagem, ocorreu ontem em CB.Poder, parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília. Garcia destacou que a configuração pode mudar ao longo da campanha para a Câmara dos Deputados e o Senado, refletindo cenários de alta volatilidade eleitoral. Ainda conforme o pesquisador, a dispersão de apoio pode favorecer candidaturas menos conhecidas com menor rejeição.

Segundo Garcia, a rejeição média entre candidatos não é uniforme, e a situação para o Senado é mais complexa. Ibaneis Rocha (MDB) parte de rejeição elevada, mas o conjunto de candidatos fica entre 30% e 40%, segundo a leitura da rodada. Ele ressaltou que a percepção atual pode mudar conforme o desenrolar da campanha e das definições de alianças.

Cenário para o governo do Distrito Federal

Em relação ao Palácio do Buriti, a sondagem indica que Arruda ainda é visto como opção pelos eleitores insatisfeitos com a gestão atual, mesmo após longos afastamentos da política. A possibilidade de segundo turno entre Celina Leão e Arruda foi mantida pelo pesquisador, desde que Arruda permaneça na disputa e não haja definição de outro candidato ao lado de Celina.

Quanto ao eleitorado, Garcia aponta que o envolvimento com as eleições ainda é relativo para cargos diferentes. Para governador, o interesse é maior por questões cotidianas, enquanto para deputados distritais e federais a taxa de desconhecimento entre eleitores é significativa. Percentual de indecisos e de brancos/nulos soma 16,7% no cenário atual, dentro do esperado para esse estágio da campanha.

Cenário para o Senado

A divulgação aponta nomes com potencial de crescimento, caso ganhem visibilidade. Michelle Bolsonaro (PL) aparece com bom desempenho inicial, mantendo potencial para eleição caso a candidatura seja mantida. Leila do Vôlei (PDT) surpreendeu positivamente, segundo a avaliação de Garcia, que também destacou candidaturas menos conhecidas com baixa rejeição como futuras alternativas de crescimento.

A avaliação sobre Ibaneis Rocha (MDB) indica que a elevada rejeição pode dificultar sua performance no Senado, mas tudo depende da composição real das candidaturas no momento das eleições. Segundo o analista, mudanças de cenário são possíveis conforme as brutalidades de campanha e as dinâmicas partidárias se consolidem.

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