- O STF retirou o sigilo de processos do caso Master, revelando vínculos entre Daniel Vorcaro, Ciro Nogueira e Hugo Motta.
- A PF aponta que Vorcaro bancava viagens, hospedagens e uma mesada de até R$ 500 mil a Ciro Nogueira, além de diárias pagas a Motta em Lisboa em 2024, em troca de favorecimentos.
- A Veja informou proposição de propina a Davi Alcolumbre, com possível pagamento de US$ 30 milhões depositados em conta no exterior; a delação de Vorcaro foi rejeitada pela PF.
- Jaques Wagner, líder do governo no Senado, é alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, envolvendo supostos pagamentos do Master, uso de jatos e um apartamento de R$ 2,5 milhões; também é investigada a participação de Augusto Lima.
- A PF aponta possível crime de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro; até o momento, Wagner não se posicionou sobre a operação.
O caso Master voltou a agitar o cenário político após a retirada do sigilo de processos no STF. Documentos da PF apontam ligações entre o senador Ciro Nogueira e o deputado Hugo Motta, além de menções a Davi Alcolumbre em reportagem da Veja. Nesta quinta-feira, 18, Jaques Wagner foi alvo da nona fase da operação Compliance Zero.
Ciro Nogueira e Hugo Motta
Relatórios da PF, remetidos ao STF, mostram que o encontro entre Vorcaro e Nogueira incluiu viagens internacionais, hoteles e diárias pagas. A apuração aponta pagamento de uma mesada de até quase meio milhão de reais ao senador. Em contrapartida, o senador teria apresentado projetos facilitando interesses do Banco Master. Motta confirma ter viajado a convite de Nogueira, sem reconhecer vantagem indevida.
Davi Alcolumbre
A Veja sustenta que Vorcaro ofereceu delação com pagamentos a Alcolumbre. Segundo a publicação, haveria uso de conta no exterior para repassar recursos ao senador, com cifra estimada em US$ 30 milhões. A PF já rejeitou a proposta de delação de Vorcaro em outra ocasião. Alcolumbre afirmou ter sido alvo de ataques contra sua honra.
Jaques Wagner
Wagner é o principal alvo da nona fase da Compliance Zero. A investigação apura possíveis fraudes ligadas ao Banco Master e ao PT na Bahia, envolvendo o ex-banqueiro Vorcaro e o parlamentar. A PF cumpriu mandados de busca em endereços vinculados a Wagner e a associados. A apuração aponta pagamentos por meio de empresa ligada à enteada do senador, além de supostos recebimentos por consultorias.
Dados da investigação
Entre os elementos, a PF cita cheques e pagamentos associados a atividades de consultoria e uso de jatos para deslocamentos. Há apuração sobre possível recebimento de benefícios por meio de empresas e contratos. Não houve divulgação de posicionamento oficial da assessoria de Wagner até o momento.
Observações finais
Caso Master segue em curso, com desdobramentos previstos. As autoridades reiteram que as investigações visam esclarecereventuais irregularidades envolvendo nomes de diferentes espectros políticos. As informações oficiais passam por novas deliberações no STF e pela continuidade de diligências da PF.
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