- A Polícia Civil do Distrito Federal pediu ao ministro Alexandre de Moraes autorização para ouvir Jair Bolsonaro em videoconferência no inquérito sobre a arma apreendida durante uma blitz em Brasília.
- A arma foi encontrada no assoalho do carro de um sargento do Exército que atua na segurança de Bolsonaro, durante a abordagem da Polícia Militar na segunda-feira.
- O delegado Thiago Boeing informou que tentou intimar Bolsonaro, mas a equipe de escolta não permitiu a ciência pessoal.
- A defesa de Bolsonaro confirmou que ele tinha uma arma em casa, mas que ela estava inoperante e foi retirada para reparos; o percussor foi removido por questões de segurança.
- Moraes pediu que o 19º Batalhão da PM do DF esclarecesse a revista em veículos que saem da residência do ex-presidente; a PM alegou que veículos de agentes do Gabinete de Segurança Institucional não entram na garagem.
A Polícia Civil do Distrito Federal solicitou ao ministro Alexandre de Moraes autorização para ouvir Jair Bolsonaro no inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em nome do ex-presidente. O pedido foi encaminhado nesta quinta-feira (18) e prevê audiência por videoconferência no dia 24 de junho de 2026, às 15h.
A arma foi localizada durante blitz da Polícia Militar de Brasília na segunda-feira (15). O objeto estava no assoalho do carro do sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança de Bolsonaro. O delegado Thiago Boeing formalizou o requerimento a Moraes.
Boeing afirmou que tentou intimar o ex-presidente, mas a equipe de escolta responsável pela segurança não permitiu a efetivação pessoal do ato. A solicitação foi feita para permitir a ciência do intimado por meio de videoconferência.
Detalhes do andamento do caso
Na última quarta-feira, a defesa de Bolsonaro admitiu que o ex-presidente possuía uma arma em casa, que estaria desativada e foi levada para reparos. Os advogados afirmaram que o equipamento foi retirado da arma para torná-la inoperante, por temores ligados ao estado de saúde mental.
Segundo a defesa, Bolsonaro percebeu que a arma não funcionava, mas não conseguiu identificar a causa. O autor do retiro seria um auxiliar, que acabou sendo flagrado com o armamento na blitz.
O ministro Moraes também exigiu explicações sobre a revista de veículos que deixam a residência de Bolsonaro. A Polícia Militar informou que veículos do Gabinete de Segurança Institucional não entram na garagem, ficando estacionados em via pública, o que pode excluir as vistorias.
O GSI afirmou, em nota, que não é responsável pela segurança de ex-presidentes e que o sargento Silva Filho não integra seus quadros. Servidores à disposição dos ex-presidentes são indicados pelos próprios, sem vínculo operacional ao GSI.
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