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Civil pede autorização a Moraes para ouvir Bolsonaro em inquérito sobre arma

Polícia Civil solicita ao ministro Alexandre de Moraes autorização para ouvir Jair Bolsonaro por videoconferência no inquérito sobre arma apreendida durante blitz em Brasília

Ex-presidente Jair Bolsonaro em sua casa, em Brasília, em 2025 — Foto: Diego Herculano/Reuters
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  • A Polícia Civil do Distrito Federal pediu ao ministro Alexandre de Moraes autorização para ouvir Jair Bolsonaro em videoconferência no inquérito sobre a arma apreendida durante uma blitz em Brasília.
  • A arma foi encontrada no assoalho do carro de um sargento do Exército que atua na segurança de Bolsonaro, durante a abordagem da Polícia Militar na segunda-feira.
  • O delegado Thiago Boeing informou que tentou intimar Bolsonaro, mas a equipe de escolta não permitiu a ciência pessoal.
  • A defesa de Bolsonaro confirmou que ele tinha uma arma em casa, mas que ela estava inoperante e foi retirada para reparos; o percussor foi removido por questões de segurança.
  • Moraes pediu que o 19º Batalhão da PM do DF esclarecesse a revista em veículos que saem da residência do ex-presidente; a PM alegou que veículos de agentes do Gabinete de Segurança Institucional não entram na garagem.

A Polícia Civil do Distrito Federal solicitou ao ministro Alexandre de Moraes autorização para ouvir Jair Bolsonaro no inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em nome do ex-presidente. O pedido foi encaminhado nesta quinta-feira (18) e prevê audiência por videoconferência no dia 24 de junho de 2026, às 15h.

A arma foi localizada durante blitz da Polícia Militar de Brasília na segunda-feira (15). O objeto estava no assoalho do carro do sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança de Bolsonaro. O delegado Thiago Boeing formalizou o requerimento a Moraes.

Boeing afirmou que tentou intimar o ex-presidente, mas a equipe de escolta responsável pela segurança não permitiu a efetivação pessoal do ato. A solicitação foi feita para permitir a ciência do intimado por meio de videoconferência.

Detalhes do andamento do caso

Na última quarta-feira, a defesa de Bolsonaro admitiu que o ex-presidente possuía uma arma em casa, que estaria desativada e foi levada para reparos. Os advogados afirmaram que o equipamento foi retirado da arma para torná-la inoperante, por temores ligados ao estado de saúde mental.

Segundo a defesa, Bolsonaro percebeu que a arma não funcionava, mas não conseguiu identificar a causa. O autor do retiro seria um auxiliar, que acabou sendo flagrado com o armamento na blitz.

O ministro Moraes também exigiu explicações sobre a revista de veículos que deixam a residência de Bolsonaro. A Polícia Militar informou que veículos do Gabinete de Segurança Institucional não entram na garagem, ficando estacionados em via pública, o que pode excluir as vistorias.

O GSI afirmou, em nota, que não é responsável pela segurança de ex-presidentes e que o sargento Silva Filho não integra seus quadros. Servidores à disposição dos ex-presidentes são indicados pelos próprios, sem vínculo operacional ao GSI.

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