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Deputado Val Ceasa é alvo de buscas em operação ligada a agentes públicos e TCP

Deputado Val Ceasa é alvo de buscas em operação que apura ligação de agentes públicos com o Terceiro Comando Puro, com 14 mandados, incluindo a Alerj

O deputado estadual Val Ceasa — Foto: Reprodução/Alerj
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  • O deputado estadual Val Ceasa (Partido Republicano Democrático) é alvo de operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Ministério Público do Rio, suspeito de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP).
  • Estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, incluindo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
  • Também são investigados Ulisses Marins, ex-vereador do Rio e hoje servidor municipal, e um ex-assessor parlamentar.
  • A investigação apura uso de influência de cargos públicos para justificar imóveis destinados a serviços sociais, o que não condiz com a realidade.
  • Os mandados foram autorizados pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e estão sendo cumpridos na Alerj, na Ceasa e em outros endereços no Rio de Janeiro e no Espírito Santo; as diligências continuam.

O deputado estadual Val Ceasa (PRD) está entre os alvos de uma operação da Polícia Civil do RJ e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrada nesta quinta-feira (18). A ação mira 3 agentes públicos suspeitos de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP). Ao todo, são 14 mandados de busca e apreensão.

Entre os alvos, também aparecem Ulisses Marins, ex-vereador do Rio de Janeiro e hoje servidor municipal, e um ex-assessor parlamentar. Um dos endereços atingidos é a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). As diligências contam com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro da Polícia Civil.

A investigação foi instaurada pela Procuradoria-Geral de Justiça após indicativos de que parlamentares teriam procurado a Polícia Militar para obter informações sobre uma operação sigilosa que previa a demolição de imóveis vinculados ao TCP em Parada de Lucas, no Complexo do Itinga, Zona Norte. As apurações apontam que a justificativa de interesse público, como prestação de serviços sociais, não correspondia aos fatos.

Segundo o MPRJ, os investigados teriam usado seus cargos para influenciar o andamento da operação. A defesa de alguns investigados ainda não se manifestou publicamente. A operação foi autorizada pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e permanece em desenvolvimento, com buscas em locais da capital fluminense e no Espírito Santo.

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