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Durigan diz que polícia brasileira precisa enfrentar o crime

Durigan afirma que policiais brasileiros devem enfrentar o crime no Brasil, rejeitando intervenção externa dos Estados Unidos

Durigan: "Policiais brasileiros tem que dar conta do crime no Brasil"
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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ao Metrópoles que “são os policiais brasileiros que têm que dar conta do crime que acontece no Brasil”, em entrevista publicada em 18 de junho.
  • O governo dos EUA classificou as facções criminosas Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, anúncio feito no início deste mês.
  • O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a medida dos Estados Unidos como “unilateral e não negociada”, afirmando que pode enfraquecer o combate ao crime e impactar o Pix.
  • Durigan reagiu às falas de Trump, dizendo que é estranho falar em clima perigoso e que não há interferência externa aceitável no processo eleitoral brasileiro; segundo ele, as decisões cabem às forças brasileiras.
  • Durigan também destacou que, caso haja informações sobre crime organizado, devem ser repassadas aos órgãos brasileiros competentes (Ministério da Justiça, Polícia Federal, Ministério Público) para atuação.

Dario Durigan, ministro da Fazenda, concedeu entrevista ao Metrópoles nesta quinta-feira, 18/6, sobre o combate ao crime organizado e a possível atuação dos EUA no Brasil. Ele afirmou que são os policiais brasileiros que precisam enfrentar o crime que ocorre no país. A fala ocorreu no contexto de tensões entre Brasil e EUA sobre a classificação de facções criminosas.

Durigan destacou que informações sobre criminalidade devem passar por canais brasileiros, como o Ministério da Justiça, a Polícia Federal ou o Ministério Público, para que as instituições atuem no país. O enfoque foi a responsabilidade das forças de segurança brasileiras no enfrentamento do crime organizado.

O ministro também comentou acusações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o possível apoio americano a intervenções no Brasil, em meio à classificação de facções brasileiras como terroristas. Durigan disse que não concorda com a ideia de interferência externa e enfatizou que o equilíbrio político interno deve ser definido por brasileiros.

Contexto internacional

Trump havia comentado, na quarta-feira, 17/6, sobre a classificação de Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas, provocando reação da diplomacia brasileira. O governo de Lula chamou a medida de unilateral e não negociada, citando impactos potenciais ao funcionamento de mecanismos como o Pix.

Durigan avaliou que o país não vive um clima de perigo, e afirmou que dúvidas têm sido criadas por setores da esfera política brasileira, sem identificar fatores externos. Ao comentar a hipótese de intervenção, o ministro reforçou que não recebe bem declarações de influência externa no processo eleitoral.

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