- Fernando Henrique Cardoso completou 95 anos na quinta-feira, 18, recebendo homenagens de autoridades.
- Gilmar Mendes exaltou o legado econômico e chamou o Plano Real de o maior programa social do Brasil; Geraldo Alckmin mencionou o aniversário como celebração do espírito público.
- Sua trajetória está ligada à Nova República: deixou a academia para a política, apoiou as Diretas Já, participou da Constituinte de 1988 e foi fundador do PSDB.
- Nos anos noventa, como ministro da Fazenda, liderou o Plano Real, que combateu a hiperinflação e devolveu o poder de compra; depois venceu dois mandatos presidenciais.
- Durante a gestão, promoveu responsabilidade fiscal, privatizações, regulação de serviços privatizados e bases de programas de transferência de renda; entregou o cargo a Lula em 2003 e, em 2022, apoiou Lula. Hoje vive de forma reservada, em tratamento de Alzheimer.
Fernando Henrique Cardoso completou 95 anos nesta quinta-feira (18). O sociólogo e criador do Plano Real recebeu homenagens de autoridades e figuras públicas, destacando sua influência na história brasileira.
Nas redes, mensagens de apoio chegaram para o aniversariante. Gilmar Mendes exaltou o legado econômico e chamou o Plano Real de o maior programa social já realizado no Brasil. Geraldo Alckmin destacou o espírito público dele.
Trajetória ligada à Nova República
Cardoso deixou a academia para atuar na vida pública durante a ditadura e esteve à frente da redemocratização, defendendo as Diretas Já e contribuindo para a Constituinte de 1988. Foi fundador do PSDB.
Nos anos 1990, atuou como ministro da Fazenda no governo Itamar Franco, anunciando o Plano Real. A medida rompeu a hiperinflação, devolveu o poder de compra e estabilizou a economia.
Presidência e legado
Eleito presidente em 1994, tornou-se o primeiro a ser reeleito e venceu dois turnos no primeiro mandato. Foram prioridades a responsabilidade fiscal, privatizações e agências reguladoras.
Também teve influência na abertura econômica e nos primeiros programas de transferência de renda. Em 2003 cedeu o cargo a Luiz Inácio Lula da Silva e se afastou da vida pública em 2022.
Hoje, Cardoso vive de forma reservada e faz tratamento de Alzheimer. Mesmo longe dos palcos políticos, continua sendo referência intelectual no Brasil.
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