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Filho de Jaques Wagner pediu dados de imóvel de R$ 2,45 milhões na Bahia

PF deflagra a 9ª fase da Operação Compliance Zero; senador Jaques Wagner e empresário são alvos; apura imóvel de 2,45 milhões em Salvador e repasse de informações

Filho de Jaques Wagner pediu dados de imóvel de R$ 2,45 milhões na BA
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  • A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, com 18 mandados de busca e apreensão em Bahia, São Paulo e Distrito Federal, envolvendo o senador Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima.
  • O foco inclui diálogos que mostram Wagner solicitando informações sobre um apartamento de luxo avaliado em 2,45 milhões de reais, em Salvador, meses após já ter compartilhado dados do imóvel com Augusto Lima.
  • Em mensagens, Wagner supostamente pediu dados do proprietário formal do imóvel para a emissão de um Registro de Responsabilidade Técnica, necessário para alterações na unidade.
  • A investigação aponta que a unidade é a 1702, o preço é de 2,45 milhões de reais, e que após o recebimento das informações houve tratativas para a compra pela Epítome S.A., com recursos de fundos ligados ao grupo investigado.
  • Também há registro de mensagens ligando Wagner a pautas do Banco Master no Congresso, como ampliação do crédito consignado, além de menções à venda da instituição ao Banco BRB; a defesa de Augusto Lima sustenta que ele atua dentro da legalidade.

Ao menos uma nova leva de mensagens apreendidas pela Polícia Federal sustenta a atuação de Jaques Wagner (PT-BA) em torno de um apartamento de alto valor em Salvador. O que se sabe é que o imóvel, avaliado em 2,45 milhões de reais, voltou a aparecer nas conversas com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.

Segundo a PF, as comunicações indicam um pedido feito por um dos supostos filhos do senador para obter dados de proprietário e informações administrativas do empreendimento. Os investigadores apontam que o objetivo seria permitir a emissão de um Registro de Responsabilidade Técnica, etapa necessária para alterações no imóvel.

As mensagens também incluem o envio, por Wagner, de dados sobre o condomínio Poème Horto e, posteriormente, do livro digital do empreendimento. A PF aponta que, após esse repasse, Augusto Lima acionou interlocutores do grupo econômico investigado para viabilizar a aquisição.

Contexto da operação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que mira irregularidades envolvendo o Banco Master. Entre os investigados estão o senador Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima, ex-sócio de um ex-banqueiro.

Policiais cumpriram 18 mandados de busca e apreensão em Bahia, São Paulo e Distrito Federal. Também houve medidas cautelares, como suspensão de passaportes e proibição de contato entre os investigados, determinadas pelo STF.

Os investigadores avaliam se Wagner atuou em pautas de interesse do Banco Master no Congresso, incluindo propostas sobre crédito consignado e uma emenda conhecida na prática como Emenda Master. As investigações partem de mensagens obtidas no celular de Augusto Lima.

Advogados e próximos passos

A defesa de Augusto Lima afirma que as diligências foram desnecessárias e que o empresário está à disposição das autoridades há meses para esclarecer os fatos. Os advogados ressaltam que ele sempre agiu dentro da legalidade e da regulamentação do sistema financeiro.

A PF aponta que as apurações seguem para confirmar a relação entre as informações repassadas, a aquisição do imóvel pela Epítome S.A. e o possível desdobramento de negócios envolvendo o Banco Master. Os próximos desdobramentos devem esclarecer a atuação dos envolvidos.

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