- Flávio Bolsonaro chamou a operação contra Jaques Wagner de alento, durante evento, em meio à nova fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal.
- Wagner é líder do governo no Senado; investigações miram suspeitas envolvendo repasses do Banco Master e uma casa avaliada em R$ 2,5 milhões.
- O pré-candidato busca desvincular sua imagem do caso Banco Master, citando áudios sobre financiamento de filme envolvendo Jair Bolsonaro.
- Propostas da campanha incluem aumento de presídios, criação de cinco unidades de segurança máxima, redução da maioridade penal e sistema nacional de câmeras com reconhecimento facial.
- O ato contou com a presença de Sergio Moro e Guilherme Derrite; Derrite defende endurecimento de fronteiras e vigilância de portos, além de críticas à gestão de segurança pública do governo Lula.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência pelo PL, classificou a operação da Polícia Federal contra Jaques Wagner como um alento durante evento realizado nesta quinta-feira. Wagner é líder do governo no Senado e foi alvo da nova fase da Operação Compliance Zero.
A ação envolve suspeitas de recebimento de recursos do Banco Master por meio de empresa ligada à esposa de um enteado de Wagner, além da apreensão de um apartamento avaliado em 2,5 milhões de reais. Os investigadores investigam possíveis repasses financeiros vinculados à gestão de contratos e a participação de terceiros.
O episódio ocorre em meio a críticas a tratativas com figuras ligadas ao setor financeiro e à política. Flávio Bolsonaro foi acompanhado do senador Sergio Moro e do deputado Guilherme Derrite, em evento no Teatro B32, em São Paulo, com propostas de segurança pública que incluem aumento de presídios, criação de novas unidades de segurança máxima e reforço de câmeras com reconhecimento facial.
Contexto da operação e repercussões
A operação é parte de investigações em curso que envolvem o tema do Banco Master, com desdobramentos sobre o financiamento de atividades ligadas ao filme Dark Horse, segundo informações de veículos de imprensa. Áudios veiculados anteriormente teriam relação entre o financiamento da produção e figuras políticas, apesar de o caso ainda ter tramitação judicial.
Derrite destacou propostas de vigilância de fronteiras, intensificação de medidas contra o crime organizado e uso de mecanismos de controle financeiro, enfatizando a importância de atuação firme no eixo de segurança pública. Moro comentou criticamente a condução do governo Lula em relação à política de segurança, defendendo medidas de endurecimento.
O debate, que contou com a participação de políticos de diferentes siglas, abordou ainda a necessidade de ajustes legais, como a discussão sobre critérios de atuação de prisões e a aplicação de políticas de prevenção à violência. O evento ocorreu no coração financeiro de São Paulo, no Teatro B32.
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