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Glauber Braga diz que explicação de Jaques Wagner é inconcebível

PF encontra registros de tratativas entre Jaques Wagner e investidor do Master; Braga diz que explicação é inconcebível e aponta desvio de foco político

Glauber Braga diz que o episódio tende a ser explorado politicamente por adversários do governo e da esquerda para desviar o foco da investigação completa
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  • Glauber Braga (Psol-RJ) chamou de inconcebível a explicação de Jaques Wagner sobre registros de tratativas com Augusto Lima e documentos da negociação de um imóvel avaliado em R$ 2,5 milhões, alvo da PF na operação Compliance Zero.
  • A Polícia Federal mapeou contatos entre o senador petista e o ex-sócio do Banco Master, além de documentos ligados à transação do apartamento e à negociação de recompra.
  • Wagner afirmou que ouviu a versão de que o dinheiro encontrado, US$ 49.000 em espécie, seria diárias pagas em dólar pelo Senado, o que justificaria a posse.
  • Braga disse que o episódio tende a ser explorado politicamente por adversários do governo e da esquerda para desviar o foco da investigação.
  • A PF envolve a 9ª fase da operação Compliance Zero, que abrange investigações sobre supostos desvios ligados ao Master e contatos de autoridades com o caso.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) teve medidas cautelares aplicadas pelas autoridades nesta quinta-feira (18.jun.2026) no âmbito da operação Compliance Zero. O Ministério Público e a Polícia Federal apontam relações com o Banco Master, em meio a investigações sobre irregularidades financeiras e lavagem de dinheiro. Wagner está impedido de atuar com empresas ligadas ao caso Master e de manter contatos com investigados, salvo exceções familiares.

O episódio envolve registros de tratativas entre Wagner e Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, além de documentos sobre a negociação de um imóvel e a transação intermediada de um apartamento avaliado em 2,5 milhões de reais. O endereço ligado ao senador, considerado pela PF, envolve o apartamento 1702, em construção no Poème Horto, em Salvador. A PF também indica dinâmicas de compra e recompra sugeridas pelo parlamentar.

Wagner confirmou, em entrevista à BandNews, ter manifestado interesse em adquirir o apartamento para sua filha. O imóvel fica no bairro Horto Florestal, na capital baiana, com entrega prevista para setembro de 2026. O senador negou qualquer transferência de patrimônio para si e disse não manter negócios diretos com o Banco Master ou com o CredCesta.

Compliance Zero

As apurações sobre fraudes no Banco Master são parte da operação Compliance Zero, iniciada pela PF em novembro de 2025. A 1ª fase prendeu executivos e envolveu buscas em 4 estados e no DF. Ao longo de 2026, houve fases que incluíram prisões, buscas, delações premiadas e mandados de afastamento de peritos.

  • 1ª fase (nov/2025): prisão de Daniel Vorcaro e cumprimento de 7 mandados; ele saiu da prisão em novembro.
  • 2ª fase (jan/2026): buscas em endereços de Vorcaro; bloqueios superiores a 5,7 bilhões de reais.
  • 3ª fase (mar/2026): nova prisão de Vorcaro; grupo de intimidação e uma morte sob custódia.
  • 4ª fase (abr/2026): prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB; suspeitas de repasses ligados ao Master.
  • 5ª fase (mai/2026): Ciro Nogueira (PP-PI) é alvo; PF cita propina de Vorcaro; bloqueio de 18,85 milhões de reais.
  • 6ª fase (mai/2026): cumprimento de mandados em SP, MG e RJ; prisão do pai de Vorcaro.
  • 7ª fase (mai/2026): operação para apurar vazamento de informações sigilosas; afastamento de perito da PF.
  • 8ª fase (mai/2026): alvo Cláudio Castro; apurações sobre repasses no Rioprevidência; movimentação estimada em 3 bilhões de reais.
  • 9ª fase (jun/2026): Wagner é alvo de medidas cautelares; proibição de atuação com empresas ligadas ao Master.

Contexto e próximos passos

A PF ressalta que as fases visam esclarecer uso de recursos fraudulentos, operações com lastro e possíveis propinas envolvendo autoridades públicas. A defesa de Augusto Lima afirma que as diligências são lícitas e que o investigado sempre atuou dentro da lei. A tramitação do caso segue no STF, com decisões do ministro André Mendonça e desdobramentos aguardados pelas autoridades.

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