- O governo do presidente Donald Trump pretende abrir ao menos 250 ações de desnaturalização até outubro, como parte de uma ofensiva anti-imigração.
- Em dez anos, quase 8 milhões de pessoas se tornaram cidadãos americanos por naturalização; se desnaturalizadas, voltam ao status anterior e podem enfrentar deportação.
- Em 2026, já foram protocoladas 29 ações contra cidadãos acusados de obter naturalização de forma fraudulenta, ritmo superior ao observado em administrações anteriores.
- A ofensiva mira quem já conquistou a cidadania, alegando ocultar informações relevantes durante o processo de naturalização, como parte da estratégia de restringir a imigração.
- O Departamento de Justiça atua aumentando equipes e repassando casos para escritórios regionais, priorizando casos graves como fraude de identidade, crimes contra menores e terrorismo.
O governo do presidente Donald Trump ampliou o uso de ações judiciais para retirar a cidadania de naturalizados, conforme apuração da CNN. A proposta é abrir ao menos 250 processos de desnaturalização até outubro deste ano. A medida integra a agenda de endurecimento da política migratória.
Segundo autoridades, o alvo são cidadãos que teriam ocultado informações relevantes durante o processo de naturalização. Em poucos meses de 2026, já foram protocoladas 29 ações contra supostos casos de obtenção fraudulenta da cidadania. Dados da Universidade de Syracuse mostram que o ritmo é superior ao observado em administrações anteriores.
A iniciativa ocorre em meio a uma ofensiva maior contra a imigração. Autoridades afirmam que a prioridade é desnaturalizar casos graves, incluindo fraude de identidade, crimes contra menores, apoio ao terrorismo e omissão de antecedentes.
Quem está envolvido e por quê
O Departamento de Justiça está deslocando advogados de outras áreas para atuar nos processos. Especialistas em combate a fraudes civis e dirigentes da pasta integram equipes dedicadas. Escritórios de procuradores federais em todo o país receberão mais casos, com previsão de várias centenas nos próximos meses.
Em memorando de junho de 2025, o procurador-geral adjunto apontou prioridades da divisão civil, com foco em pessoas consideradas ameaça à segurança nacional, envolvidos em crimes de guerra, terrorismo e fraudes durante a naturalização. Isso visa ampliar a capacidade de processar as desnaturalizações.
Contexto legal e limitações
A cidadania pode ser revogada quando há comprovação de obtenção ilegal ou uso de declarações falsas relevantes para o benefício. Cidadãos nascidos nos EUA permanecem protegidos pelo direito constitucional de Jus Solis. A eventual mudança nesse ponto permanece sob análise da Suprema Corte.
Autoridades afirmam que, entre os alvos, estão casos de fraude de identidade, violência sexual contra menores, apoio a atividades terroristas e ocultação de antecedentes criminais. A ampliação depende de provas robustas e de decisões judiciais em tribunais federais.
Desafios e perspectivas
Especialistas em imigração alertam sobre dificuldades práticas da desnaturalização. Processos complexos exigem provas detalhadas e avaliação individual. Juristas ouvidos pela imprensa destacam que o ritmo pode enfrentar limitações judiciais que freiem a velocidade do programa.
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