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Guimarães afirma que Wagner tem direito e proteção para apresentar sua versão

Guimarães garante a Jaques Wagner direito e proteção para apresentar a versão dele; governo mantém investigações sobre o Banco Master, com rigor e autonomia da Polícia Federal

José Guimarães, ministro das Relações Institucionais — Foto: Gesival Nogueira Kebec/Valor
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  • O ministro José Guimarães disse que Jaques Wagner terá “todo o direito e proteção” para se explicar, após a 9ª fase da Operação Compliance Zero.
  • A gestão federal mantém a orientação de seguir as investigações envolvendo o Banco Master, “doa a quem doer”.
  • Guimarães afirmou que o governo defende transparência e investigações feitas com contraditório e devido processo legal.
  • Ele ressaltou a autonomia da Polícia Federal nas apurações e disse que a PF tem autonomia para investigar.
  • A PF aponta que Wagner atuou em temas de interesse do Banco Master no Congresso, como crédito consignado, Fundo Garantidor de Crédito e a aquisição pelo Banco de Brasília, conforme decisão do STF.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, terá todo o direito e proteção para se defender em relação à 9ª fase da Operação Compliance Zero deflagrada nesta quinta-feira (18). O objetivo é que ele possa apresentar a versão dele sobre os fatos.

Guimarães disse que a orientação do governo é manter as investigações envolvendo o Banco Master, independentemente do interesse de quem for atingido. Ele ressaltou o compromisso com a transparência e com investigações rigorosas, assegurando o contraditório e a autodefesa.

O ministro também pediu autonomia à Polícia Federal (PF) nas apurações, afirmando que o governo recebe a notícia com naturalidade e confia no funcionamento das forças de segurança. A PF confirmou que Wagner teria atuado em temas do Master no Congresso.

Detalhes da investigação e desdobramentos

Segundo a PF, Wagner teria lidado com questões de crédito consignado, Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A decisão de André Mendonça, relator da investigação no STF, autorizou buscas e apreensões.

A autoridade também aponta que há registros de conversas por telefone e mensagens entre Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master, sugerindo participação relevante do senador em temas sensíveis ao grupo investigado.

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