- A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do Instituto Terra Firme, em Salvador, no âmbito da nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes do Banco Master.
- O instituto é presidido por Flávia Peres, ex-ministra da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro; ela não é alvo atual da operação.
- A investigação mira o relações entre Augusto Lima, casado com Flávia Peres, e o senador Jaques Wagner; a prima dele, Andréa Lima Novaes, é diretora da PKL One Participações e teve transferências para uma empresa ligada à família de Wagner.
- Andréa também teria vínculo profissional com a Terra Firme; a PF pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para cumprir mandados em endereços ligados à Terra Firme.
- A PF também teve acesso a fotos de presentes que seriam enviados pela Terra Firme a Jaques Wagner e a Guilherme Sodré, pai do enteado de Wagner, Eduardo Sodré.
O radar da Polícia Federal atingiu o Instituto Terra Firme, sediado em Salvador, nesta quinta-feira, 18. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão na instituição como parte da nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes associadas ao Banco Master. O foco é esclarecer a relação entre a Terra Firme e operadores financeiros ligados ao caso.
O instituto é presidido por Flávia Peres, ex-ministra da Secretaria de Governo no governo de Jair Bolsonaro. Ela deixou de usar o sobrenome Arruda após a separação do ex-governador do DF José Roberto Arruda, em 2022. Flávia é casada com o banqueiro Augusto Lima, ligado à Terra Firme da Bahia Ltda., que mantém o instituto como braço filantrópico. Flávia não é objeto da ação de hoje.
A investigação aponta que a prima de Augusto Lima, Andréa Lima Novaes, é diretora da PKL One Participações, empresa relacionada aos repasses de 3,5 milhões de reais para uma pessoa jurídica ligada à família de Jaques Wagner. Andréa também teria vínculo profissional com a Terra Firme, segundo a PF. Além disso, a PF localizou fotos de presentes enviados pela Terra Firme a Wagner e a Guilherme Sodré, pai do enteado de Wagner.
A PF solicitou autorização ao STF para cumprir os mandados em endereços ligados à Terra Firme, citando a necessidade de documentos que elucidem o papel da empresa nas relações empresariais, financeiras e operacionais envolvendo Augusto Lima. A operação busca esclarecer fluxos de recursos e vínculos entre as pessoas e as empresas envolvidas no caso Master.
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