- A PF deflagrou a nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga se Jaques Wagner receberia um apartamento de luxo em Salvador como propina do empresário Augusto Lima.
- O imóvel citado, no Poème Horto, seria avaliado em R$ 2,5 milhões e fica no 17º andar, com cerca de 200 m², quatro suítes e vagas de garagem diversas por andar.
- A ação cumpriu buscas e apreensões nos endereços de Wagner e de Augusto Lima em Salvador, Brasília e São Paulo.
- Augusto Lima foi ex-sócio do Banco Master e esteve ligado ao projeto de crédito consignado implementado no governo da Bahia durante a gestão de Wagner.
- A defesa de Augusto Lima ainda não se manifestou.
A Polícia Federal deflagrou a nova fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira, 18. A linha de investigação aponta que o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), poderia ter recebido um apartamento de luxo em Salvador como propina do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. O imóvel está avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões.
A ação ocorreu em Salvador, Brasília e São Paulo, com buscas e apreensões nos endereços de Wagner e de Lima. As informações são parte das apurações que visam esclarecer o repasse de vantagens relacionadas ao banco Master e a uma rede de empresas associadas. O espaço está aberto para manifestações.
Segundo apurações da PF, o apartamento estaria no Poème Horto, empreendimento na Rua da Sapucaia, no Horto Florestal, em Salvador. O imóvel seria no 17º andar, com cerca de 200 m², quatro suítes e vagas de garagem que variam conforme a planta.
Detalhes do imóvel
O Poème Horto é um empreendimento de torre única com 36 pavimentos. Ao todo, são 72 unidades e 235 vagas de garagem disponíveis. O apartamento apontado teria área privativa de aproximadamente 203,91 m², com três ou quatro vagas, dependendo do andar.
A PF também investiga pagamento de vantagem de Lima para empresas ligadas a um familiar de Wagner. Lima foi responsável por implementar no governo da Bahia, quando Wagner era governador, o sistema de crédito consignado que depois seria levado ao Banco Master.
A defesa de Augusto Lima ainda não se manifestou. O Estadão informou as informações levantadas, mantendo o espaço para eventuais esclarecimentos.
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