- A primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, disse sentir falta de reconhecimento pelo trabalho no governo e já pensou em deixar Brasília para ir para São Paulo.
- Janja alegou ataques misóginos de diferentes setores e afirmou ser vítima de assédio em duas ocasiões, ainda como primeira-dama.
- Ela afirma que sua função é fazer pontes, conectando pessoas e políticas públicas para chegar mais rápido às pessoas.
- A primeira-dama coordena o Pacto Brasil Contra o Feminicídio, iniciativa de Lula que visa ampliar ações para enfrentar a violência contra mulheres; pretende viajar aos estados para acompanhar a aplicação.
- Janja citou ter uma equipe informal de cerca de oito servidores desde o início do mandato e mencionou críticas de aliados ao seu poder e influência.
- Ela cuida de três vira-latas no palácio do Alvorada: Esperança (adotada em 2018), Paris (adotada durante o governo) e Esperança (recolhida em 2024 durante as enchentes no Rio Grande do Sul); não há informações confiáveis sobre o número de bolsas que possui.
Rosângela Lula da Silva, a Janja, afirma que o seu trabalho no governo não recebe o reconhecimento devido e relata sentir-se alvo de ataques misóginos de diferentes frentes, da direita, da esquerda e da imprensa. Em entrevista exclusiva, disse que já pensou em deixar Brasília e voltar a São Paulo.
A primeira-dama não detalhou os ataques, mas já havia citado casos de assédio ocorridos quando ainda era esposa do presidente Lula. Ela também lamentou a falta de visibilidade da imprensa nacional em relação à sua atuação e destacou que recebe cobertura maior em veículos estrangeiros, sem esclarecer as razões.
Janja explicou que atua conectando pessoas e políticas públicas para ampliar o alcance de ações. Ela participa da coordenação do Pacto Brasil Contra o Feminicídio, iniciativa do governo para reduzir a violência contra mulheres, criada após conversas privadas com Lula. Além disso, pretende percorrer estados para acompanhar a aplicação da medida.
Pacto Brasil Contra o Feminicídio
O programa visa substituir o botão do pânico por um sistema que usa tornozeleira eletrônica para monitoramento dos aggressors, com dispositivos de alerta para as vítimas. Ela afirmou que o Brasil chegou a um limite que não pode ser naturalizado, destacando a necessidade de agir antes que ocorram casos de violência.
Mesmo com críticas internas, Janja mantém uma equipe informal estimada em oito pessoas desde o início do mandato. A atuação da primeira-dama, segundo ela, não visa protagonismo, mas fortalecer pontes entre socialização de políticas públicas e comunidades.
Ações e registros
A agenda envolve visitas a estados para verificar a aplicação de políticas de proteção a mulheres. O foco é ampliar a eficácia de medidas contra o feminicídio e a violência de gênero, com avaliação de resultados no terreno. O tema permanece central na atuação pública da administração federal.
As três cachorras
A primeira-dama mantém em Brasília três vira-latas: Esperança, adotada em 2018 durante a prisão de Lula; Paris, adotada no governo anterior; e uma terceira filhote chamada Esperança, resgatada nas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul. Não há números oficiais sobre o total de bolsas de viagem possuídas pela equipe próxima a Janja.
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