- O Japão planeja revisar ativamente as leis ligadas à inteligência artificial para melhorar a resposta a ameaças de modelos de alto desempenho, como o Mythos da Anthropic.
- A proposta foca na detecção precoce de empresas que desenvolvem ou utilizam IA de alto desempenho perigosa, na avaliação de vulnerabilidades e na repressão à disseminação de IA arriscada.
- O plano inclui fortalecer o Instituto Japonês de Segurança em Inteligência Artificial, com contratação de pessoal especializado e aumento do quadro, e deve ser aprovado após consulta pública.
- O governo considera alterar a legislação para permitir punição a desenvolvedores de IA que apresentem alto risco de uso indevido e participa de esforços internacionais de padronização.
- Medidas abrangem combate a deepfakes, proteção de setores críticos como saúde e finanças, e menção a ataque de ransomware ao Hospital Nippon Medical School Musashikosugi em fevereiro, que expôs dados de mais de 130 mil pessoas.
O Japão planeja revisar ativamente as leis relacionadas à inteligência artificial para reforçar a resposta às ameaças apresentadas por modelos de alto desempenho, como Claude Mythos, da Anthropic. A proposta de política governamental foi divulgada nesta quinta-feira.
A iniciativa foca na detecção precoce de empresas que desenvolvem ou utilizam IA de alto desempenho de risco, na avaliação de vulnerabilidades e na segurança de IA criada por elas, além de combater aplicações perigosas. O objetivo é reduzir exposições a usos indevidos.
Outra linha do documento envolve o fortalecimento do Instituto Japonês de Segurança em Inteligência Artificial, com contratação de pessoal especializado e aumento do quadro de colaboradores. A proposta deve ser submetida à aprovação após o período de consulta pública.
Padronização internacional e mudanças legais
O governo sinaliza participação em esforços internacionais de padronização de IA, já que as regras variam entre países. Também analisa como agir em situações de alto risco de uso indevido de modelos. Atualmente, as leis permitem apenas orientação, sem punição a desenvolvedores.
A Anthropic, sediada nos EUA, implementa o Mythos de forma gradual para grupos restritos, visando mitigar riscos de uso indevido. A possível indisponibilidade de controle sobre modelos de alto desempenho é mencionada como potencial criminalidade cibernética.
O plano também prevê medidas para enfrentar o uso de IA em ataques cibernéticos e no desenvolvimento de armas biológicas e químicas. A Agência Nacional de Polícia terá apoio para ampliar a capacidade de resposta.
Além disso, o conjunto de ações contempla combate a deepfakes produzidos por IA. O Ministério da Economia, Comércio e Indústria liderará iniciativas para identificar se o conteúdo foi gerado por IA.
Setores como saúde, finanças e outras infraestruturas críticas permanecem altamente vulneráveis a ataques cibernéticos. Em fevereiro, o Hospital Nippon Medical School Musashikosugi, em Kawasaki, sofreu ransomware de hackers estrangeiros, com vazamento de dados de mais de 130 mil pessoas.
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