- O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, disse que a relação com Daniel Vorcaro é “praticamente zero” e que esteve com o dono do Master apenas duas vezes, sempre com a intermediação de Augusto Lima.
- Em uma das ocasiões, Wagner afirmou ter apresentado Ricardo Lewandowski ao empresário Vorcaro.
- Nesta quinta-feira (18/6), Wagner foi alvo de mandados de busca e apreensão em Salvador e em Brasília, durante a operação Compliance Zero.
- A Polícia Federal apreendeu US$ 55 mil e 33 mil euros; a PF afirma que Wagner atuou em favor do Banco Master no Senado em troca de propina, incluindo um apartamento de luxo.
- O senador explicou que o envolvimento ocorreu no contexto da venda do Credcesta, com Augusto Lima comprando a rede de supermercados e, depois, buscando financiamento por meio de um banco para fluxo de caixa.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou nesta quinta-feira, 18/6, que sua relação com Daniel Vorcaro é praticamente zero. A declaração veio após Wagner ser alcançado por nova fase da operação Compliance Zero, que investiga atuação de pessoas ligadas ao Banco Master e ao grupo ligado a Augusto Lima.
A investigação autorizou mandados de busca e apreensão em Salvador e em Brasília. A Polícia Federal informou a apreensão de US$ 55 mil e 33 mil euros. Segundo os agentes, Wagner atuou a favor do Banco Master no Senado, em troca de propina investigada pela PF, que inclui a promessa de um apartamento de luxo.
> Divergência de contatos: Wagner disse ter visto Vorcaro apenas duas vezes, sempre com Augusto Lima como intermediário, a quem se referiu como Guga. Em um dos encontros, o empresário teria se apresentado como sócio de Lima e o objetivo foi apresentar Lewandowski, antes da ida dele ao STF.
> Segundo o senador, as duas reuniões com Vorcaro aconteceram em momentos distintos, com o segundo encontro ocorrendo quando Lima solicitou uma indicação para elevar o padrão do banco, incluindo um pedido de indicação jurídica.
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