- A Polícia Federal realizou buscas na residência de Jaques Wagner, líder do governo Lula, em Salvador e em Brasília, na manhã de quinta-feira, 18.
- A ação faz parte da Operação Complice Zero, ligada a investigações sobre o suposto envolvimento de Wagner com o Banco Master.
- Segundo a PF, Wagner poderia ter recebido pagamentos por meio de um contrato de consultoria com a empresa da nora dele, somando cerca de R$ 11 milhões ao longo de anos.
- A PF também investiga a possível doação de um apartamento de R$ 2,5 milhões em Salvador, atribuída a um empresário ligado ao Master, como propina.
- O elo entre Wagner e o Master envolve Augusto Lima, que adquiriu a rede baiana de supermercados Cesta do Povo; em 2019 o caso da Arena Fonte Nova foi desmembrado para a Justiça estadual e arquivado recentemente.
A PF realizou buscas na residência do senador Jaques Wagner, líder do governo Lula, em Salvador (BA) e em Brasília (DF) na manhã desta quinta-feira, 18. A ação integra a investigação conhecida como Caso Master, que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.
Wagner já foi alvo de mandados de busca e apreensão em outros momentos. A investigação atual envolve pagamento por meio de contrato de consultoria com uma empresa ligada à nora dele, Bonnie Bonilha, somando cerca de R$ 11 milhões ao longo de anos.
Investigações apontam ainda possível doação de um apartamento no Horto Florestal, em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, associada ao empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master.
No histórico, Augusto Lima adquiriu a rede baiana Cesta do Povo (antiga Ebal) em 2018, após privatização ocorrida durante a gestão de Wagner. Lima também implementou o Credcesta, crédito consignado para servidores.
No caso das obras da Arena Fonte Nova, o esquema apontado pela PF teria gerado prejuízos superiores a R$ 450 milhões, envolvendo o consórcio Fonte Nova Participações, com Odebrecht e OAS. A PF mencionou pagamentos de propinas e financiamento de campanhas.
Em 2019, o TRF-1 anulou as ações da Operação Cartão Vermelho, entendendo que a reforma da arena tinha origem estadual, não federal. O MPF e a PF tiveram a competência contestada, e o caso foi arquivado no ano passado.
A PF sustenta que os fatos do Caso Master podem caracterizar crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A nota oficial indica que as investigações seguem em andamento.
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