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Liderança do PT apoia Jaques Wagner, mas desconfiança cresce no partido

PT sustenta Wagner publicamente, mas desconfiança interna aumenta diante de apurações sobre o Master; Lula pediu explicações e não houve afastamento imediato

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  • Edinho Silva, presidente nacional do PT, disse que Jaques Wagner é depositário de toda a confiança do partido e que sua inocência será comprovada, após a PF deflagrar operação relacionada ao Banco Master.
  • Segundo apuração da CNN, nos bastidores o clima é de desconfiança em relação a Wagner, apesar do apoio público de lideranças do PT.
  • Lula teria ligado para Wagner para pedir explicações sobre as investigações, segundo relatos de interlocutores próximos ao ex-presidente.
  • Outros petistas também teriam feito questionamentos, em reservado, aumentando a tensão interna dentro do partido.
  • A avaliação é de que Wagner ganhou uma “sobrevida” ao não ser afastado de imediato; o PT aguarda o avanço das investigações antes de qualquer medida mais drástica.

Edinho Silva, presidente nacional do PT, afirmou nesta quinta-feira que Jaques Wagner é depositário de toda a confiança do partido e terá sua inocência comprovada. A declaração ocorreu após a PF deflagrar operação que teve o senador como alvo, no contexto das investigações sobre o Banco Master.

Apesar do apoio público de lideranças do PT, apurações de Clarissa Oliveira, para o CNN Prime Time, indicam clima extremamente reservado nos bastidores. Lula teria ligado para Wagner, além de oferecer um gesto de apoio, para solicitar explicações sobre a investigação.

Interlocutores próximos ao ex-presidente afirmaram que o tom das conversas reservadas indica desconfiança acentuada dentro do PT. Outros petistas também teriam questionado a postura do senador, mesmo em público, em defesa de Wagner.

Uma fonte próxima de Lula relatou à jornalista que o ambiente de tensão já existia após relatos sobre pagamentos à nora de Wagner. O relato aponta que o episódio antigo contribuiu para o desgaste interno.

Outro operador político do partido destacou a diferença entre defender o projeto do PT e defender alguém envolvido em supostas vantagens pessoais. Se o caso for esse último, a posição de apoio pode se fragilizar, segundo a percepção interna.

Ainda não é possível afirmar se o PT e Lula estão plenamente convencidos pelas explicações de Wagner. A avaliação é de que Wagner ganhou uma sobrevida ao não ser afastado imediatamente após o diálogo com Lula.

Clima interno e próximos passos

Com o estágio atual, a direção do PT planeja acompanhar o andamento das investigações antes de qualquer medida mais drástica. A expectativa é manter o apoio público enquanto a apuração avança, sem sinalização de ruptura formal.

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